Copa do Mundo

Quais jogadores ganharam a Copa do Mundo mais vezes?

Grupo seleto de jogadores alcançaram o feito em quase um século de torneio

Ser convocado para integrar uma seleção que disputará a Copa do Mundo é o maior sonho da carreira de um jogador de futebol. Vencer o principal torneio da modalidade é uma das maiores honras da carreira de um atleta, mas ser campeão do mundo em mais de uma edição é um feito para lendas. E a maior delas é Pelé.

Com o título de Rei do Futebol, o brasileiro é o único jogador a conquistar três vezes o Mundial, feito que permanece intacto há quase 60 anos. O atacante esteve nos títulos da Suécia em 1958, Chile em 1962 e México em 1970, onde se tornou o maior vencedor da história da competição.

Além de Pelé, um grupo seleto de jogadores alcançou o feito em mais de uma ocasião, sendo pertencentes de três países: a Itália nos anos de 1930, o próprio Brasil, entre 1958 e 1962, além de integrantes do elenco de 1994 e 2002; e da Argentina em 1978 e 1986.

Maiores campeões da Copa do Mundo

  • 3 – Pelé
  • 2 – Garrincha, Gilmar, Djalma Santos, Zózimo, Nilton Santos, Mauro Ramos, Zito, Didi, Vavá, Zagallo, Pepe, Cafu e Ronaldo (Brasil)
  • 2 – Daniel Passarella (Argentina)
  • 2 – Giuseppe Meazza, Giovanni Ferrari, Guido Masetti e Eraldo Monzeglio (Itália)

Quem vai ser campeão em 2026, veja os favoritos a ganhar a Copa do Mundo 2026.

Pelé celebra gol pelo Brasil na Copa de 1970
Pelé celebra gol pelo Brasil na Copa de 1970 (Foto: Varley Media / Imago)

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Bicampeões pelo Brasil

Garrincha: Presente nos títulos de 1958 e 1962, teve papel fundamental nas campanhas canarinhas, especialmente em 62, quando assumiu o protagonismo da equipe nacional após Pelé se lesionar. Ele foi eleito o melhor jogador do torneio na edição do Chile, além de concluir a sua participação como artilheiro daquele ano.

Gilmar dos Santos Neves: Conhecido como “Leão de Muro”, o goleiro foi titular nas duas primeiras conquistas da seleção brasileira na Copa do Mundo, erguendo a taça nos anos de 1958 e 1962 e se tornando um dos grandes goleiros do futebol brasileiro.

Djalma Santos: Um dos maiores laterais-direitos da história do futebol foi bicampeão com o Brasil em Copas ajudando a equipe com a sua técnica, onde também ficou conhecido pelas suas cobranças de lateral longo. Disputou quatro edições do mundial: 1954, 1958, 1962 e 1966. Em 58, entrou para a seleção do campeonato montada pela Fifa.

Zózimo: Zagueiro lendário da canarinha, Zózimo também esteve nos mundiais da Suécia e do Chile, se consolidando no elenco principal durante a campanha de 62. Tinha entre as suas características a técnica, a inteligência e o trato fino com a bola.

seleção brasileira com a taça da Copa do Mundo de 1958 (Foto: IMAGO / TT)
seleção brasileira com a taça da Copa do Mundo de 1958 (Foto: IMAGO / TT)

Nilton Santos: Eleito pela Fifa o melhor lateral-esquerdo de todos os tempos, Nilton Santos foi uma das peças fundamentais nos títulos de 1958 e 1962. Conhecido como “Enciclopédia do Futebol”, o ídolo do Botafogo transformou a posição mesclando talento e inteligência.

Mauro Ramos: Esteve com a delegação brasileira na Copa do Mundo de 1954, 1958 e 1962, um feito importante. Nas duas primeiras edições, no entanto, não entrou em campo. Já em 62, o zagueiro não apenas foi titular como também capitão do bicampeonato.

Zito: Lenda do Santos, Zito se destacou por ser um volante moderno à época, podendo servir de apoio tanto para a defesa quanto para o ataque. Conquistou a titularidade na edição de 58 ao longo do Mundial e foi peça fundamental na edição de 62, atuando em seis dos sete jogos.

Didi: Didi também integra o hall dos grandes jogadores da história do futebol brasileiro. Com as suas batidas na bola imprevisíveis, um dos maiores ídolos do Botafogo conquistou o mundo com o Brasil em 1958 e 1962, onde foi eleito o melhor jogador da competição durante o primeiro título e entrou para a seleção do torneio no segundo.

Seleção brasileira durante Copa do Mundo de 1962 (Foto: IMAGO / Schirner Sportfoto)
Seleção brasileira durante Copa do Mundo de 1962 (Foto: IMAGO / Schirner Sportfoto)

Zagallo: Mário Jorge Lobo Zagallo tornou-se um dos maiores nomes da história do futebol, sendo a única pessoa na história a conquistar quatro Copas do Mundo. Titular absoluto da seleção nos títulos de 1958 e 1962, Zagallo também levantou a taça como técnico da canarinha em 1970 e integrou a comissão técnica no tetracampeonato, em 1994.

Vavá: Vavá defendeu a seleção brasileira por mais de dez anos. Bicampeão mundial em 1958 e 1962, o atacante, apelidado “Peito de Aço”, é o terceiro maior artilheiro da história seleção em Copas com nove gols. No Mundial da Suécia, o pernambucano, ídolo do Vasco, marcou cinco gols na campanha de 58. Quatro anos depois, tornou-se um dos artilheiros do bicampeonato, com quatro gols.

Pepe: A lenda do Santos consagrou-se bicampeão mundial com a seleção brasileira em 1958 e 1962. No entanto, o jogador não deu sorte nas campanhas ao se lesionar durante as duas edições, impedindo de atuar como titular.

Cafu: um dos maiores laterais-direitos da história do futebol, Cafu chegou a disputar três finais consecutivas de Copa do Mundo. Sagrou-se campeão em 1994 e em 2002, sendo eternizado como o capitão do pentacampeonato.

Ronaldo: Um dos atacantes mais completos do futebol mundial, o Fenômeno foi responsável pelos gols que levaram o Brasil a conquistar o penta. Depois de graves lesões, se recuperou e retornou no mais alto nível, terminando a campanha em 2002 como artilheiro do torneio, além de ser o maior goleador da canarinha em Copas, com 15 tentos.

Outros bicampeões mundiais

Giuseppe Meazza: Considerado um dos melhores jogadores italianos de todos os tempos, ergueu a taça pela primeira vez na conquista da Copa do Mundo realizada na Itália, em 1934. Meazza também foi bicampeão quatro anos depois, no Mundial sediado na França.

Giovanni Ferrari: Titular nos elencos históricos, o meia esteve presente no bicampeonato italiano, em 1934 e 1938 e se consolidou como um dos primeiros grandes craques da Azzura.

Guido Masetti: Embora reserva, o goleiro conquistou o bicampeonato com a seleção italiana e tornou-se um dos poucos arqueiros a levantar o troféu em duas ocasiões.

Eraldo Monzeglio: O defensor também esteve presente nos bicampeonato da Itália, sendo titular na edição disputada em casa, em 1934. Já no torneio realizado na França, foi reserva diante de um elenco mais jovem.

Daniel Passarella: O histórico zagueiro argentino, um dos maiores da história dos Mundiais, participou dos dois primeiros títulos da Albiceleste, em 1978 e 1986, sendo o único jogador do país a atingir o feito.

Foto de Carol Guerra

Carol GuerraRedatora de esportes

Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com passagens pelo Globo Esporte, Jornal do Commercio e Diario de Pernambuco. Apaixonada por futebol feminino e esportes olímpicos.

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