‘Nossa força é nunca desistir’: A mentalidade que impulsiona Marrocos na Copa do Mundo 2026
Empate aos 91 minutos, pênaltis dramáticos e agora uma virada por 3 a 0: a resiliência mental do Marrocos é seu maior trunfo na Copa do Mundo 2026?
Assim como na fase anterior contra os Países Baixos, Marrocos precisou buscar recursos mentais profundos antes de superar o Canadá por 3 a 0 neste sábado (4) para garantir vaga nas quartas de final da Copa do Mundo 2026.
Saindo de um primeiro tempo que beirou o desastre, seria preciso ser um torcedor marroquino extremamente otimista para prever que o jogo das oitavas terminaria com um placar tão elástico diante do Canadá em Houston.
Os Leões do Atlas foram completamente desorganizados no primeiro tempo, com os canadenses bloqueando suas rotas habituais de circulação de bola. Sem Yassine Bounou excepcional e com atacantes adversários mais eficientes, o Marrocos poderia perfeitamente ter chegado ao intervalo em desvantagem.
Em vez disso, entrou no vestiário zerado e produziu uma segunda etapa de enorme eficiência, com uma dobradinha de Azzedine Ounahi e duas assistências de um Brahim Díaz finalmente decisivo.
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El Aynaoui: ‘Nossa força é nunca desistir’
Vitória sobre o Haiti com time reserva, duas viradas no último jogo da fase de grupos (4 a 2), gol de empate de Issa Diop aos 91 minutos contra os Países Baixos antes de vencer nos pênaltis (1 a 1, 3 a 2) e agora este feito. Difícil falar em coincidência: a força mental marroquina, a capacidade de resistir mesmo quando as coisas não saem conforme o planejado, está se tornando sua marca registrada nesta Copa do Mundo 2026.
— Foi preciso sofrer, é assim. Quando você tem uma equipe tão generosa, que dá tanta intensidade nas corridas e nos duelos, você sabe que haverá momentos difíceis. Mas se quisermos ir longe nesta Copa do Mundo, precisamos passar por momentos difíceis — resumiu o técnico Mohamed Ouahbi ao microfone do canal transmissor.
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No “beIN Sports”, o meia Neil El Aynaoui reforçou: “É incrível! Nossa força é nunca desistir”. O autor do doblete, Ounahi, afirmou que “é um jogo que vai nos fazer crescer”.
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A nervosidade do primeiro tempo, a única sombra para o Marrocos
Antes de um possível duelo com a seleção francesa nas quartas de final na quinta-feira, caso os Bleus confirmem o favoritismo contra o Paraguai, essa capacidade de nunca largar o osso se anuncia como essencial para desafiar possivelmente uma das equipes mais impressionantes desta Copa do Mundo.
Dito isso, mesmo no aspecto mental, o Marrocos ainda tem espaço para evoluir. O primeiro tempo evidenciou uma tendência à nervosidade até então pouco explorada. Na etapa inicial, Redouane Halhal, Achraf Hakimi, Ounahi e Bilal El Khannous receberam cartão amarelo, a maioria por faltas evitáveis provocadas pela frustração.
Como o contador de advertências foi zerado ao fim da fase de grupos e apenas Issa Diop havia sido advertido contra os Países Baixos, nenhum desses jogadores está suspenso para as quartas, mas esse tipo de atitude descuidada pode custar caro em uma competição desse nível.