Henry explica postura da França na eliminação para a Espanha: ‘Vivi isso como jogador’
Ídolo da seleção francesa rasgou elogios ao projeto de futebol espanhol, que jogará a sua segunda final de Mundial
A França, favorita na Copa do Mundo, não conseguiu se impor ofensivamente diante da seleção espanhola. Nessa terça-feira (14), pelas semifinais, a equipe de Didier Deschamps foi derrotada por 2 a 0, no único jogo do torneio em que não conseguiu marcar e ir às redes do adversário — resultado da atuação da Espanha em campo.
A decepção de Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Michael Olise, estrelas no ataque do treinador francês — que deixa o comando da bicampeã mundial após a decisão do terceiro lugar no torneio. Diante da equipe de Luis de la Fuente, este ataque francês não conseguiu se equiparar a Lamine Yamal, Dani Olmo e Mikel Oyarzabal, além do meio-campo espanhol.
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Thierry Henry, campeão mundial com a França em 1998 e ídolo do Arsenal, foi um dos que tentou explicar como a França, que detinha o melhor ataque da competição, se tornou “presa fácil” para a Espanha. O atacante, que também se destacou na campanha que rendeu o vice-campeonato no Mundial de 2006, entende que a “França não pareceu querer disputar a final da Copa do Mundo”, pelo seu desempenho em campo.
Espanha dominou a França na semifinal da Copa do Mundo
Não é possível se classificar para uma final de Copa do Mundo somente com os resultados que teve ao longo da campanha. Contra a Espanha, a França passou longe de garantir a classificação à final, e levou pouco perigo ao gol de Unai Simón. No geral, a “movimentação” da seleção de De La Fuente anulou as jogadas de perigo que o ataque liderado por Mbappé conseguiu levar ao longo da competição.
— Eu vivi isso como jogador e também como técnico, jogando contra eles (Espanha). Também experimentei isso no Barcelona, jogando pelo Barcelona. Aqui dá para ver como eles se abrem constantemente para atrair o adversário. Há movimento. Ninguém fica o tempo todo no mesmo lugar. Você vê os jogadores se movimentando, mas cada um ocupa a zona em que deve estar — explicou Henry, à “Fox Sports”.
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A Espanha de 2026 adota ideias semelhantes àquelas que deram origem ao Barcelona de Pep Guardiola e à Espanha de 2010, que conquistou a Copa do Mundo da África do Sul. Nas duas equipes, o meio-campo blaugrana e da Roja foi o setor de destaque das equipes e o fio condutor para o desempenho ofensivo.
— A reputação não salva ninguém. Para chegar à final da Copa do Mundo, é preciso querer, e parece que a França não quis. Eles também enfrentaram um adversário maravilhoso. A Espanha é um projeto bem elaborado, generoso e perfeito — afirmou o ex-jogador.
Além disso, assim como em outros anos, a Espanha controlou a bola diante da França e inibiu quaisquer reações que a finalista das duas últimas Copas do Mundo pudesse ter.
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Espanha conta com protagonistas silenciosos na campanha da Copa do Mundo
A movimentação da Espanha em campo não é o único fator que deu a vitória a De La Fuente nas semifinais, e que classificou a seleção para a sua segunda final de Copa do Mundo da história. Ao longo da campanha no Canadá, Estados Unidos e México, a Roja contou com protagonistas silenciosos, que conseguiram decidir os confrontos de mata-mata.
Oyarzabal e Fabián Ruiz marcaram na vitória sobre a França; contra Portugal e Bélgica, Mikel Merino entrou no segundo tempo para dar a vitória à finalista. Todos os jogadores têm, em comum, o conhecimento de qual posição devem ocupar em campo para permitir à Espanha ter as melhores possibilidades de chegar ao gol.
— Não importa se joga o Baena, o Nico Williams ou qualquer outro. Todos sabem o que têm que fazer desde os nove anos de idade. Não importa quem entra ou quem fica de fora. Eles sabem disso — analisou Henry.
Mesmo com Yamal, grande estrela da Espanha, sem ter uma Copa do Mundo de destaque, De La Fuente é capaz de encontrar alternativas para corrigir e melhorar o desempenho da equipe em campo. Contra Inglaterra ou Argentina na decisão, neste domingo (19), a história deverá ser a mesma: a Espanha com a posse e controle de jogo, capaz de encontrar espaços diante do adversário.