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Raphinha fechou seu baile de debutantes brilhando na grande atuação do Brasil em Manaus

O jogador do Leeds foi titular pela primeira vez e marcou dois gols na vitória por 4 a 1 sobre o Uruguai

Prazer, Raphinha. O gaúcho de Porto Alegre, que saiu da base do Avaí sem estrear pelo profissional, ganhou a chance de se apresentar à torcida brasileira – a maioria que não acompanha futebol europeu tão de perto – neste jogos de outubro. E parece ter chegado para ficar. Havia sido uma das poucas boas notícias das duas primeiras partidas fracas da Seleção e foi também o maior destaque do show dos homens de Tite que derrotaram o Uruguai por 4 a 1 nesta quinta-feira, em Manaus.

Com torcida nas arquibancadas da Arena da Amazônia, uma invencibilidade de 20 anos contra o adversário e precisando dar uma resposta, o Brasil foi com tudo para cima desde o início. O empate contra a Colômbia não gerou críticas porque encerrou o 100% de aproveitamento nas Eliminatórias Sul-Americanas, mas porque foi a culminação de uma série de atuações abaixo do esperado. Não foi assim desta vez. Abriu 2 a 0 antes da metade do primeiro tempo e não permitiu reação de um Uruguai que passa todos os sinais de fim de ciclo.

Tudo bem que a tabela não foi sua amiga, mas o Uruguai terminará a janela de outubro fora da zona de classificação direta à Copa do Mundo, na posição da repescagem. Isso depois de empatar com a Colômbia e levar um baile da Argentina antes de levar outro da seleção brasileira, que não perde da Celeste desde 2001. Enquanto isso, o líder das Eliminatórias chegou a 31 pontos, com dez vitórias e um empate, seis a mais que o segundo colocado, 15 acima do Uruguai.

Após decidir contra a Venezuela e também bagunçar a Colômbia no segundo tempo, Raphinha foi merecidamente escalado como titular, em um ataque com Gabriel Jesus e Neymar. Lucas Paquetá, Fabinho e Fred formaram o meio-campo, à frente de uma linha defensiva quase toda modificada, com Emerson Royal, Lucas Veríssimo, Thiago Silva e Alex Sandro. Cavani retornou ao ataque para formar dupla com Suárez e Bentancur começou jogando no lugar de Brian Rodríguez no meio-campo.

Neymar, criticado depois do jogo contra a Colômbia, entrou em campo no modo “calar os críticos” e liderou praticamente todas as jogadas dos primeiros dez minutos, inclusive o gol que abriu o placar. Muitos méritos também a Fred pela linda assistência para deixar o craque brasileira cara a cara com Muslera. Veio o drible e, mesmo sem ângulo, ele colocou a bola entre os defensores uruguaios. O Uruguai ainda tentava descobrir onde estava quando o Brasil marcou o segundo.

Ótima ação de Paquetá pela ponta esquerda em cima de Nández antes de acionar Neymar dentro da área. A batida desvia no meio do caminho, Muslera se estica, mas dá apenas um toquinho na bola. Raphinha apareceu voando marcar seu primeiro gol com a camisa da seleção brasileira. Ainda atônito, com Paquetá dando caneta, com Neymar arrancando no contra-ataque, o Uruguai poderia ter chegado ao intervalo perdendo por mais. Jesus até se recusou a marcar o terceiro, em boa situação dentro da área, e Raphinha recebeu um outro passe por cima dentro da área. Girou e serviu Neymar, que exigiu ótima defesa de Muslera.

Muslera, o tão criticado Muslera, foi o principal motivo de o placar não ter sido mais elástico. Antes do intervalo, também defendeu a batida de Raphinha no seu canto mais próximo. Depois saiu do gol para barrar a tentativa de Jesus e realmente não tinha muito o que fez após o rápido contra-ataque brasileiro que terminou com Neymar dando um tapa de primeira para permitir que Raphinha entrasse pela esquerda para bater cruzado e matar a partida de vez.

Foi a senha para Tite fazer mudanças. Antony, outro que estreou nesta Data Fifa, também aproveitou bem as oportunidades que teve. Deu até chapéu. Suárez chegou a descontar com uma cobrança de falta muito precisa, e Muslera fez outra grande defesa para negar Gabigol. Uma das nove que realizou na partida. E aí, para dar razão aos críticos, deixou a cabeçada do atacante do Flamengo passar entre as suas mãos para o quarto gol do Brasil.

O Brasil fechou a Data Fifa em alta, torcendo para que a última impressão seja a que fica, por que os jogos anteriores haviam sido realmente ruins. A goleada sobre o Uruguai serviu para confirmar que esse time pode jogar melhor, e uma certa injeção de sangue novo, ainda mais de garotos como Raphinha e Antony, cheios de vontade e habilidade, não faz mal a ninguém.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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