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Jogo de Guiné pelas Eliminatórias da Copa é cancelado após golpe de Estado no país

Guiné enfrentaria Marrocos nesta segunda, mas diante do golpe de Estado, CAF decidiu cancelar o jogo por segurança

A Confederação Africana de Futebol (CAF) cancelou o jogo entre Guiné e Marrocos, que seria disputado nesta segunda-feira. Guiné viveu um golpe de Estado e a capital, Conacri, passa por momentos de tensão, com tiroteios próximos ao palácio presidencial. O exército do país tomou controle da TV estatal e o governo foi dissolvido, segundo a agência de notícias Associated Press.

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“A atual situação política e de segurança em Guiné está muito volátil e está sendo monitorada de perto pela Fifa e CAF. Para garantir a segurança de todos os jogadores e proteger todos os oficiais envolvidos na partida, Fifa e CAF decidiram adiar o jogo pelas Eliminatórias entre Guiné e Marrocos, que foi agendado para ser disputado na capital Conarky nesta segunda-feira”, diz o comunicado da CAF.

Segundo a agência Reuters, os solados foram à TV estatal do país, depois de tomar controle dela, para anunciar que o governo tinha sido dissolvido. Afirmaram ainda que a constituição também foi dissolvida e todas as fronteiras do país foram fechadas, por terra e pelo ar. O Ministro da Defesa, porém, deu informações que contradizem os militares e afirmou que o ataque ao palácio presidencial foi repelido.

A Reuters informa ainda que os confrontos que aconteceram neste domingo foram liderados por uma unidade militar de elite, liderada pelo ex-legionário francês Mamady Doumbouya. Informações não confirmadas diziam que o presidente do país, Alpha Conde, estaria em uma sala cercada por militares das forças especiais.

Conde foi reeleito presidente depois de conseguir mudar a constituição. Aos 83 anos, ele é presidente do país desde dezembro de 2010 e já tinha cumprido dois mandatos de cinco anos. O presidente fez um referendo em 2020 para definir se a alteração constitucional para permitir um terceiro mandato seria aceita. A oposição fez fortes protestos conta a medida e alega que o resultado do referendo foi fraudado.

“Enquanto o presidente estava proclamando em todos os lugares que queria governar de modo diferente, o desvio de fundos públicos aumentava. Os novos ricos estavam nos provocando. Tudo isso só tornou mais fácil para os militares”, disse Alassane Diallo, residente de Conacry, à agência Reuters.

Diante desse caso, seria impossível que o jogo fosse realizado na capital de Guiné. Ainda não há data para a partida ser disputada. Seria a segunda rodada das Eliminatórias da Copa na África no Grupo I. Marrocos lidera por ter vencido o Sudão na primeira rodada, enquanto Guiné e Guiné-Bissau empataram na estreia.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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