Três sinais de que a Costa do Marfim está no caminho certo na Copa do Mundo 2026
A Costa do Marfim perdeu, mas teve 49 duelos vencidos e Diomandé brilhando. Três razões para acreditar nos Elefantes na Copa do Mundo 2026.
Após mostrar um início convincente e abrir o placar, a Costa do Marfim acabou tomando a virada da Alemanha (2 x 1) neste sábado (20), em Toronto, em confronto pelo Grupo E da Copa do Mundo 2026.
Superada a decepção pela derrota, os Elefantes podem ver com bons olhos os dois primeiros jogos e ter no que se apoiar para o restante do Mundial.
“O futebol é um esporte que se joga com onze contra onze e, no final, quem ganha é sempre a Alemanha”. Este ditado deve estar rondando cruelmente a cabeça dos Elefantes da Costa do Marfim neste sábado.
Estiveram à frente no placar após o gol de Kessié, e a Alemanha parecia sem soluções diante do bloco defensivo ivoriano. Mas a entrada de Deniz Undav, autor de um doblete com um realismo frio muito alemão, acabou frustrando os sonhos nos acréscimos.
The first #FIFAWorldCup goal for Franck Kessie ☝️🇨🇮 pic.twitter.com/iZ9uWoOPWT
— FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) June 20, 2026
Enquanto a seleção ivoiriana se preocupa com o lateral-direito Wilfried Singo, que saiu em lágrimas com uma dor muscular, os Elefantes podem lamentar as múltiplas oportunidades desperdiçadas quando estava 1 a 0 no início do segundo tempo.
Se a falta de experiência prejudicou a equipe mais jovem desta Copa do Mundo 2026, os motivos de esperança não faltam antes de confirmar a classificação para a fase eliminatória na quinta-feira contra Curaçao.
Uma impressionante profundidade de elenco
Embora a Costa do Marfim não possua um elenco tão rico quanto potências africanas como Marrocos e Senegal, a profundidade de banco de que dispõe Emerse Faé é muito apreciável.
Em relação à equipe que venceu o Equador, o técnico dos Elefantes realizou cinco mudanças no onze contra a Mannschaft: Guéla Doué, Séko Fofana, Bazoumana Touré, Nicolas Pépé e Elye Wahi saíram do time titular, substituídos por Odilon Kossounou, Ibrahim Sangaré, Christ Inao Oulaï, Amad Diallo e Ange-Yoan Bonny.
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Em geral, todos os que entraram entregaram atuações satisfatórias, com menção especial para a joia Inao Oulaï, que trouxe enorme dinamismo para o meio-campo e ofereceu preciosas qualidades técnicas para sair com a bola da pressão adversária.
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Elefantes monstruosos fisicamente
Os ivoirianos foram capazes de imprimir muito impacto, especialmente na batalha do meio-campo, onde venceram inúmeros duelos, o que lhes rendeu situações em transições rápidas.
Terminaram a partida com 49 duelos vencidos, quatro a mais do que a Alemanha, equipe que figura entre as favoritas deste Mundial. A título de comparação, o Senegal, por exemplo, havia perdido neste quesito diante da França (35 a 43), o que diz muito sobre a qualidade atlética do grupo.
De volta ao time após ser poupado na primeira partida, Kossounou simbolizou essa força, ao dominar completamente os atacantes alemães nos duelos.
Yan Diomandé é de verdade
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Após ter deslumbrado durante toda a temporada pelo RB Leipzig e na primeira partida do Mundial diante do Equador, Yan Diomandé entregou mais uma exibição muito completa contra a Alemanha. Após superar Joshua Kimmich — o que fez com muita frequência –, o ivoiriano realizou o cruzamento que iniciou o gol de sua equipe.
O jovem terminou a partida com dois passes-chave e 11 passes certos no terço final (de 15 tentados), o maior total de sua equipe. Apesar de um pouco menos eficiente nos dribles neste jogo (três completados em sete), confirmou sua capacidade de fazer a diferença regularmente pelos Elefantes e se coloca em posição de brigar pelo título de revelação deste Mundial.