A Copa do Mundo zera os cartões amarelos?
Mundial teve implementação de cartões após a edição de 1970 e viu mudanças ao longo dos anos
Uma das grandes preocupações entre técnicos, jogadores e torcedores se dá nos desfalques das seleções durante a Copa do Mundo, seja por lesões ou punições em campo. Uma dúvida comum é para saber quando os cartões amarelos são zerados pela Fifa.
Com a expansão da Copa do Mundo de 32 para 48 participantes, a entidade decidiu mudar seu formato de suspensões devido à inclusão de mais uma fase de mata-mata — os 16-avos-de-final.
A partir do Mundial de 2026, os amarelos serão zerados duas vezes: ao término da fase de grupos e após as quartas de final.
Caso o jogador receba dois cartões amarelos, ele ficará suspenso e passará uma partida fora dos gramados, retornando sem nenhuma pendência.
Isso significa que, a única forma do jogador ficar fora da disputa da final da Copa do Mundo seria em caso de expulsão na semifinal do torneio. Essa regra, no entanto, só passou a ser implementada no Mundial de 2002, realizado na Coreia do Sul e no Japão.
Antes, desde a edição de 1970, no México, época em que os cartões passaram a ser utilizados no futebol, os amarelos eram acumulados desde a primeira partida até o confronto final. Ainda na antiga regra, o jogador poderia ser suspenso na partida seguinte após receber o segundo cartão.
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Contudo, a Fifa optou pela alteração no regulamento, com o objetivo de evitar que jogadores importantes fossem impedidos de disputar uma final por conta de suspensão.
Um desses exemplos aconteceu na Copa de 2002. Durante a final, entre Brasil e Alemanha, Michael Ballack assistiu à partida longe dos gramados e viu a sua equipe ser derrotada pelos brasileiros por 2 a 0. O jogador não pôde atuar porque estava cumprindo suspensão.
E cartões vermelhos?
Já com relação aos cartões vermelhos, não há interrupção da contagem em nenhum momento da Copa do Mundo. Neste caso, o jogador que é expulso receberá a punição, estando suspenso durante um jogo independentemente da fase do torneio.
No entanto, em casos mais graves, como de violência excessiva, por exemplo, maiores sanções podem ser adotadas sobre o jogador. Um desses casos aconteceu com o uruguaio Luiz Suárez, no Mundial do Brasil, em 2014.
O atacante acabou sendo “expulso” da competição após morder o ombro do zagueiro italiano Chiellini no confronto com a Itália, o que resultou em nove jogos de suspensão além de banimento por quatro meses de qualquer atividade ligada ao futebol. A decisão chegou a ser considerada, até então, a punição mais pesada da história da Copa em casos de agressão.
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