Os motivos por trás das surpresas e ausências polêmicas na convocação da Argentina
Lionel Scaloni divulgou lista dos 26 jogadores que buscarão o tetracampeonato na América do Norte com novidades
Atual campeã, a Argentina divulgou sua convocação para buscar o tetra da Copa do Mundo. Embora tenha mantido 17 jogadores que foram vencedores no Catar, Lionel Scaloni trouxe oito estreantes para a América do Norte. Contudo, algumas surpresas e ausências causaram certa polêmica na seleção.
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— 🇦🇷 Selección Argentina ⭐⭐⭐ (@Argentina) May 28, 2026
Marcos Acuña, que disputou seis dos sete jogos do Mundial em 2022, ficou de fora da lista final mesmo em alta no River Plate. Emiliano Buendía, campeão da Liga Europa com o Aston Villa como protagonista; Marcos Senesi, um dos pilares do Bournemouth em sua temporada histórica com classificação inédita a competições da Uefa; e Franco Mastantuono, joia contratada pelo Real Madrid no início de 2025/26, também não estarão com a seleção argentina.
Por outro lado, nomes como Facundo Medina, Valentín Barco, Giovani Lo Celso e Flaco López conquistaram a confiança do treinador e jogarão uma Copa com a seleção pela primeira vez na carreira. A Argentina está no Grupo J do torneio ao lado de Áustria, Argélia e Jordânia.
Por que Argentina não convocou Acuña, Buendía, Senesi e Mastantuono para Copa do Mundo?
No caso do lateral-esquerdo, os recentes problemas físicos pesaram contra sua presença nos Estados Unidos, México e Canadá. Segundo a “TyC Sports”, Marcos Acuña tem desgaste acumulado. De outubro de 2025 para cá, o jogador de 34 anos conviveu com contusões no joelho, no pé e na coxa.
Na final do Torneo Apertura da Liga Argentina, no último domingo (24), o lateral precisou ser substituído aos 25 minutos do 2º devido uma lesão muscular. O River acabou perdendo para o Belgrano por 3 a 2, no estádio Mario Alberto Kempes. Acuña sequer foi relacionado na vitória por 3 a 0 sobre o Blooming, na quarta-feira (27), em casa, pela última rodada do Grupo H da Copa Sul-Americana, por estar no departamento médico.
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Em relação ao zagueiro, a ausência entre os convocados da seleção argentina passa unica e exclusivamente por uma preferência de Scaloni. Senesi foi titular absoluto nos Cherries, que terminaram a Premier League na 6ª posição e ficaram com uma vaga na Europa League
SItuação semelhante ao do meia preterido na Copa do Mundo. O técnico da seleção apostou em manter a base dos últimos mesmo com o crescimento de Buendía nos Villans, que fecharam o campeonato na 4ª colocação e com o já citado título europeu.
Por fim, o atacante perdeu espaço na Argentina por não ter jogado regularmente ao longo de 2025/26. Mastantuono até teve sequência nos Merengues com Xabi Alonso, porém, foi afetado por uma pubalgia no final do ano passado. Com Álvaro Arbeloa, teve poucos minutos para causar impacto.
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Os argumentos favoráveis a Medina, Barco, Lo Celso e Flaco
Medina ganhou pontos com Lionel Scaloni devido sua versatilidade, pois pode jogar tanto como zagueiro, quanto como lateral pelo lado esquerdo. A boa temporada individual no Olympique de Marseille, que foi o 5º lugar da Ligue 1, também foi um trunfo de Medina em meio à concorrência.
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A argumentação também se encaixa ao nome do meia/ala do Strasbourg, 8º colocado na Ligue 1 e semifinalista da Conference League. Mesmo sem tantos jogos na seleção argentina, Barco se firmou na lista final por poder atuar em funções defensivas e ofensivas na esquerda.
Talvez a grande contestação seja a definição do meia do Betis, que terminou LaLiga na 5ª posição e voltou à Champions League. Cotado como titular antes do último Mundial, Lo Celso sofreu uma lesão que o tirou da seleção do tricampeonato. Recuperado fisicamente, oscilou nos últimos meses, mas tem créditos com o treinador da Argentina.
Já o Flaco López foi lembrado por sua evolução no Palmeiras, onde tem 72 gols e 25 assistências. Mais do que um artilheiro, o atacante subiu na hierarquia da seleção argentina devido seu entendimento do jogo, podendo criar situações de perigo para seus companheiros e finalizar com a mesma qualidade. Sua força física e imposição no jogo aéreo também foram vistos como diferenciais para a Copa.