Copa do Mundo

As 3 razões para levar a Alemanha (mais) a sério na briga pelo título da Copa do Mundo

Nenhuma goleada sobre Curaçao, a menor nação da história das Copas do Mundo, transforma a Alemanha em favorita ao título de um dia para o outro. Mas o 7 a 1 aplicado em Houston neste domingo diz mais sobre a Mannschaft do que o placar sugere. No jogo de Julian Nagelsmann, há pelo menos três argumentos para quem quer acreditar numa equipe que ainda carrega o trauma das eliminações precoces de 2018 e 2022.

Sem tirar o pé do acelerador

Quando Felix Nmecha abriu o placar antes dos seis minutos, tabelando com Florian Wirtz numa jogada de alta qualidade técnica, ficou claro que a Alemanha não estava ali para administrar. Estava ali para jogar. Curaçao chegou a empatar ainda no primeiro tempo. Não importou: a Alemanha respondeu com organização, recuperou a vantagem e não baixou o ritmo.

Com 6 a 1 no placar, Kai Havertz ainda foi buscar o sétimo com um belo toque por cobertura aos 88 minutos. A partida estava decidida há muito tempo, e ele sabia disso. Escolheu ignorar e marcar mais um. Esse instinto de não tirar o pé, mesmo com uma vitória folgada diante de um adversário modesto, é o tipo de característica que fica gravada. Quando a Alemanha cruzar o caminho de Espanha, França ou Inglaterra no mata-mata, a intensidade que manteve diante de Curaçao pode valer mais do que parece.

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Sete gols, seis nomes

Há seleções que dependem de um nome para decidir. A Alemanha não é uma delas, ou pelo menos não foi neste domingo. Os sete gols alemães em Houston saíram dos pés de seis jogadores diferentes.

Uma estatística que diz muito sobre o equilíbrio do time de Nagelsmann, e que contrasta com o estereótipo de equipe que se apoia demais em Wirtz ou Musiala para criar e finalizar. A distribuição de poder ofensivo é um sinal de saúde coletiva que costuma fazer a diferença quando a competição afunila.

Nathaniel Brown comemora gol pela seleção da Alemanha (Foto IMAGO / DeFodi Images)
Nathaniel Brown comemora gol pela seleção da Alemanha (Foto IMAGO / DeFodi Images)

O banco que assusta

O argumento mais forte, talvez, não esteja no time titular. Esteja no banco de reservas. Deniz Undav entrou em campo no lugar de Musiala e terminou a partida com um gol e uma assistência. Simples assim. O atacante de 29 anos vem de uma temporada absurda pelo Stuttgart, com 25 gols e 14 assistências em 2025-26, e mostrou que se encaixa no esquema 4-2-3-1 de Nagelsmann tanto como centroavante quanto como meia-atacante.

Ao lado de Undav no banco estavam Nick Woltemade, Leon Goretzka, Angelo Stiller e Antonio Rüdiger, entre outros. Nomes que seriam titulares em boa parte das seleções presentes neste torneio. Para a Alemanha, são opções. Num campeonato que pode chegar a sete partidas, contar com esse tipo de profundidade não é um mero detalhe. É uma vantagem estratégica. A Mannschaft não é a grande favorita. Mas depois desta noite em Houston, é impossível não levá-la a sério.

Foto de Beneddra Naim

Beneddra NaimColaborador

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