Não deve ser difícil, dando um passeio no norte de Londres, encontrar pessoas com estas 11 palavras tatuadas em algum lugar do corpo: Lehmann; Laurén, Campbell, Touré, Cole; Silva, Vieira, Pirès e Ljunberg; Henry e Bergkamp. São os 11 nomes que compuseram o núcleo do time do Arsenal que passou um Campeonato Inglês inteiro sem ser batido. O último que fez isso, o primeiro desde 1889 – sem erro de digitação: mil oitocentos e oitenta e nove.

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O Arsenal de 2003/04 foi construído pelas mãos de um artesão. A cada temporada, Arsène Wenger bordava um novo nome ao time que chegou muito perto da perfeição. Apenas quatro adversários não sofreram gols dos Invencíveis. A sequência total de invencibilidade chegou a 49 rodadas, entre maio de 2003 e outubro de 2004, espalhando-se por três edições da Premier League.

Na edição história, a de 2003/04, o último time que teve a chance de evitar que o Arsenal fosse campeão invicto foi o Leicester. Em 15 de maio, há 15 anos, Paul Dickov abriu o placar para os visitantes, em Highbury, mas, no segundo tempo, Henry, de pênalti, e Vieira deram a 26ª vitória aos Gunners naquele campeonato e um lugar eterno nos livros de história.

Como aqueles 11 super-heróis foram reunidos em torno de uma mesma causa, muito antes de isso virar moda no cinema? Essa é a história que contamos a seguir.

Os titulares

Jens Lehmann, 33 anos – 38 jogos (todos como titular)

Lehmann, do Arsenal (Foto: Getty Images)

Lehmann era “exatamente” quem Wenger estava procurando: “Sinto que esse é um grande reforço para nós. Acrescentar Lehmann ao que já temos nos torna competitivos novamente. Ele tem experiência, está acostumado a jogar sob pressão, é inteligente, fala inglês e tem uma boa personalidade. Também o contratamos pelo dinheiro que estávamos preparados para gastar”. No começo da temporada 2003/04, a missão era encontrar um substituto para David Seaman. Lehmann, 33 anos, tinha fama de ter cabeça quente e alguns erros na carreira, mas era um jogador de seleção alemã e de clubes como Schalke 04, Milan e Borussia Dortmund. Custou apenas € 3,5 milhões* e acabou disputando 200 partidas pelo Arsenal. Na campanha dos Invencíveis, esteve em campo durante todos os minutos das 38 rodadas. 

Laurén, 26 anos – 32 jogos (30 como titular), uma assistência

Laurén, do Arsenal (Foto: Getty Images)

Laurén nasceu em Camarões, filho de pais que haviam fugido de perseguição política em Guiné Equatorial, mas passou a infância em Sevilha, onde dividia dois apartamentos com 12 membros da sua família – o pai teve 24 filhos. Começou a jogar bola no Sevilla e se destacou por Levante e Mallorca, quando teve a chance de jogar na Roma. A negociação, porém, não foi concretizada. No ano seguinte, em 2000, foi contratado pelo Arsenal por € 10 milhões. Teve problemas de lesão na sua primeira temporada em Londres, mas conseguiu se firmar como titular na conquista da Dobradinha em 2001/02. Na temporada dos Invencíveis, foi quase sempre titular, com exceção de um período de oito rodadas entre novembro e começo de janeiro. Deu uma única assistência, cruzando para Henry abrir o placar da vitória por 3 a 2 sobre o Newcastle, na sétima rodada.

Sol Campbell, 28 anos – 35 jogos (todos como titular), um gol

Sol Campbell, do Arsenal (Foto: Getty Images) 

Quando os jornalistas foram convocados pelo Arsenal para uma entrevista coletiva, todos esperavam que o assunto seria a contratação do goleiro Richard Wright, do Ipswich. Imagina a surpresa quando Sol Campbell entrou na sala para concretizar uma das transferências mais polêmicas do futebol inglês. Em 2001, os clubes ainda aprendiam a lidar com a Lei Bosman, que permitiu aos jogadores terem controle do próprio destino. O Tottenham tentava renovar o contrato que estava chegando ao fim de Campbell, então capitão e ídolo em White Hart Lane. As negociações se arrastaram, com a direção dos Spurs classificando as pedidas do zagueiro como “ridículas”. Campbell queria um clube que disputasse a Champions League, e, embora tivesse propostas de fora, do Barcelona, da Internazionale e do Bayern de Munique, preferiu ficar na Premier League para se manter sob os olhos do técnico da seleção inglesa, Sven Goran-Eriksson. Ficou, inclusive, no norte de Londres. “Eu poderia ter ganhado mais dinheiro se saísse do país, mas senti que este era o lugar para estar”, justificou. O Arsenal não pagou um tostão por ele, além, claro, de polpudos salários. “Para mim, ele é o melhor”, comemorou Wenger. “Eu sentia que não conseguiríamos competir nas bases financeiras, mas conseguimos lhe dar um desafio futebolístico”. Campbell virou traidor para a torcida do Tottenham. E campeão para a do Arsenal, com dois títulos ingleses, duas Copas da Inglaterra e uma final da Champions League. Na temporada imbatível, atuou 35 vezes, sempre como titular, e marcou um gol na vitória por 2 a 0 sobre o Aston Villa, na terceira rodada.

Kolo Touré, 22 anos – 37 jogos (36 como titular), um gol

Kolo Touré, do Arsenal (Foto: Getty Images)

Dois testes entre os reservas contra o West Ham valeram a confiança de Arsène Wenger ao desconhecido marfinense que atende pelo nome de Kolo Touré. Era jogador do Mimosas, da Costa do Marfim, quando assinou contrato com o Arsenal, em fevereiro de 2002, por apenas € 185 mil. Uma das melhores contratações do reinado de Wenger, Touré chegou como um jogador polivalente, que poderia atuar na lateral direita e no centro da defesa. No começo, porém, apareceu frequentemente pelo meio-campo. A primeira temporada completa como zagueiro foi justamente em 2003/04, quando formou uma dupla espetacular com Sol Campbell, atuando em 37 das 38 rodadas. Marcou um gol, na vitória por 3 a 1 sobre o Wolverhampton, na 24ª partida da Premier League.

Ashley Cole, 22 anos – 32 jogos (todos como titular), três assistências

Ashley Cole, do Arsenal (Foto: Getty Images)

Cria da base. Ashley Cole realizou o sonho de toda criança e passou pelas categorias de base do seu clube de coração até estrear entre os adultos, em 1999, contra o Middlesbrough. Era uma das promessas mais empolgantes do Arsenal e recebia atenção especial de Wenger, que temia que deixasse o sucesso subir à cabeça, como muitas estrelas inglesas da época. Aproveitou uma lesão de Sylvinho para ganhar as primeiras chances e, quando chegou a temporada 2003/04, estava estabelecido no time. Atuou 32 vezes, sempre como titular, e deu três assistências na caminhada invicta.

Gilberto Silva, 26 anos – 32 jogos (29 como titular), quatro gols, três assistências

Gilberto Silva, do Arsenal (Foto: Getty Images)

Nascido em Lagoa da Prata, Minas Gerais, Gilberto Silva enfrentou a pobreza na infância antes de passar a enfrentar atacantes com a camisa do América Mineiro. De zagueiro, virou volante, no Atlético Mineiro, e ganhou a posição de titular no meio-campo da seleção brasileira, depois da lesão de Emerson. As atuações asiáticas chamaram a atenção de clubes europeus, e o Arsenal o arrebatou por € 7 milhões. Demorou um pouco para assegurar a licença de trabalho para exercer seu ofício no Reino Unido. A transferência foi completada em agosto de 2002. “O que eu gosto é que ele mantém as coisas simples. Ele pode jogar em todo lugar no meio-campo, mas a posição de volante, bem à frente da defesa, é o que ele faz de melhor”, analisou Wenger. Fez uma grande dupla na meia-cancha com Patrick Vieira e atuou 32 vezes naquela Premier League, 29 como titular, fazendo quatro gols e dando três assistências. 

Patrick Vieira, 27 anos – 29 jogos (todos como titular), três gols, quatro assistências

Vieira, do Arsenal (Foto: Getty Images)

Wenger articulou a contratação de Patrick Vieira direto de Nagoya, no Japão, onde colocava seus assuntos em ordem antes de assumir o Arsenal, em 1996. O jovem meia formado no Cannes estava em Amsterdã para assinar com o Ajax, depois de uma passagem relâmpago pelo Milan, quando recebeu a ligação do seu compatriota. “Eu o conhecia bem porque ele havia jogado pela primeira vez pelo Cannes contra o Monaco, em um amistoso de pós-temporada”, contou Wenger. “Eu conversei com Patrick e disse: ‘Por favor, pare. Venha para o Arsenal’. Eles estavam esperando no hotel para ir ao escritório do clube assinar contrato. Eu quase não consegui impedi-los. Na manhã seguinte, ele voou de Amsterdã para Londres. Toda minha história poderia ter sido diferente (sem Vieira). Essa é a coincidência e a sorte na vida. Eu tive sorte de intervir no momento certo”. Como Wenger havia previsto naquele amistoso, Vieira, com uma imposição física fabulosa, tornou-se um jogador monstruoso que defenderia o Arsenal mais de 400 vezes. Em 2003/04, atuou 29 vezes, com três gols marcados, inclusive o último da campanha, contra o Leicester.

Robert Pirès, 29 anos – 36 jogos (33 como titular), 14 gols, 10 assistências

Robert Pirès, do Arsenal (Foto: Getty Images)

Aquela semana de julho de 2000 foi movimentada para Robert Pirès. No domingo, ele deu assistência para David Trezeguet marcar o gol de ouro da final da Eurocopa contra a Itália, em Roterdã. Na segunda-feira, estava em Londres para assinar contrato com o Arsenal e, logo em seguida, viajou a Paris para as comemorações do título europeu, acumulando, assim, muitas milhas no seu cartão de crédito. A decisão de trocar o sol do sul da França, onde a cria da base do Metz defendia o Olympique Marseille, pela chuva de Londres foi resultado de uma passagem conturbada pelo clube francês, com rumores extra-campo, assaltos e agressividade, segundo sua esposa Nathalie. Depois da final na Holanda, ele havia indicado que acertaria com o Real Madrid, mas acabou preferindo o Arsenal pelo respeito que tinha por Arsène Wenger. “Ter um treinador como Wenger garante que os jogadores melhoram. É óbvio que Emmanuel Petit, Patrick Vieira e Thierry Henry são agora jogadores excepcionais graças a ele”, explicou Pirès. O Arsenal pagou € 10 milhões pelo meia-esquerda, preparando a iminente venda de Marc Overmars para o Barcelona. Ele demorou um pouco para se adaptar ao jogo mais físico da Premier League, mas estava em forma na temporada 2003/04, quando atuou 36 vezes, com 14 gols, vice-artilheiro do time atrás de Henry, e 10 assistências.

Freddie Ljungberg, 26 anos – 30 jogos (27 como titular), quatro gols, seis assistências

Fredrik Ljungberg, do Arsenal (Foto: Getty Images)

Os olheiros do Arsenal já observavam o garoto do Hamlstad quando Ljungberg, com a camisa da Suécia, brilhou contra a Inglaterra. Embora nunca o tivesse visto jogar ao vivo, Arsène Wenger sancionou a contratação. A maneira como aquele garoto de 20 anos enfrentou alguns dos melhores jogadores da Premier League o impressionou. Custou apenas € 4,5 milhões para contratar o meia-atacante que viria a defender os Gunners em 325 partidas, 30 delas na campanha invicta de 2003/04. Ljungberg marcou quatro gols na campanha, e dois deles valeram três pontos: nas vitórias por 2 a 1 contra o Manchester City, na quarta rodada, e contra o Tottenham, na 12ª.

Thierry Henry, 25 anos – 37 jogos (todas como titular), 30 gols, nove assistências

Thierry Henry, do Arsenal (Foto: Getty Images)

O Arsenal usou o dinheiro da venda de Nicolas Anelka para o Real Madrid para contratar dois atacantes de Copa do Mundo em dois dias. Primeiro, chegou o croata Davor Suker, do próprio Real, por € 5,4 milhões. Suker jogaria apenas uma temporada nos Gunners, com 11 gols em 38 jogos, antes de se transferir para o West Ham. O segundo reforço jogaria um pouco mais. Por € 16 milhões, Arsène Wenger aproveitou que a Juventus não o estava utilizando muito e promoveu o reencontro com Thierry Henry, atacante que havia ajudado a formar no Monaco. “Ele é um jovem jogador de seleção que será um grande ativo do Arsenal. Tem boa experiência por clubes e seleção e reforçará consideravelmente nosso poder de fogo. Tem um bom espírito e mentalidade para um jovem, tem velocidade, força e muito drible. Ele passa muitas opções. Pode jogar aberto ou pelo meio e faz qualquer coisa ser possível quando tem a bola nos pés”, analisou Wenger, que provavelmente nunca esteve tão certo. Henry fez coisas inimagináveis quando teve a bola nos pés e uma camisa vermelha no torso. Foi um dos melhores atacantes que a Premier League e o Arsenal já presenciaram, craque e o artilheiro da temporada invicta. 

Dennis Bergkamp, 34 anos – 28 jogos (21 como titular), quatro gols, oito assistências

Dennis Bergkamp, do Arsenal (Foto: Getty Images)

Bruce Rioch não teve muito impacto como treinador do Arsenal. Ficou apenas uma temporada, limpando o paladar do torcedor entre a passagem de nove anos de George Graham e as décadas de Wenger. Com ele, o clube não foi mal, subindo do 12º lugar na Premier League anterior para a quinta posição, mas as ambições dos Gunners eram muito maiores. Pelo menos, um legado Rioch deixou, bem no comecinho. Em 21 de junho de 1995, a imprensa inglesa noticiou que a sua primeira contratação seria Dennis Bergkamp. O craque holandês, consagrado pelo que havia feito pelo Ajax e pela seleção holandesa, estava em baixa na Internazionale, que acabara de ser adquirida por Massimo Moratti. Os dois anos na Itália foram difíceis, com problemas com a imprensa e torcedores e poucos gols. Sua personalidade tímida não era muito bem vista. O Arsenal desembolsou € 11,25 milhões por um jogador que viria a se transformar em uma estátua. “É um jogador de primeira classe, com uma incrível habilidade, excelente técnica e um indivíduo capaz de aplicar sua considerável habilidade em benefício do time”, explicou Ricoh. Embora tivesse a fama de ser torcedor do Tottenham, pela admiração a Glen Hoddle, mito que desmentiu anos depois, não demorou para cair nas graças da torcida do clube que defendeu 400 vezes, com 107 gols marcados e vários títulos com o sucessor de Rioch, Arsène Wenger. Naquela temporada lendária, já tinha 34 anos e atuou 28 vezes, apenas 21 como titular, com quatro gols e oito assistências.

Ilustres reservas

Edu Gaspar, 25 anos – 30 jogos (13 como titular), dois gols, duas assistências

Edu Gaspar, do Arsenal (Foto: Getty Images)

Com 1.474 minutos espalhados em 30 rodadas, Edu Gaspar foi o segundo reserva que mais atuou naquela Premier League. Foi anunciado no mesmo dia que Robert Pirès, no começo da temporada 2000/01. “Os dois jogadores são muito talentosos e versáteis, com habilidades fantásticas. Eles nos darão uma dimensão extra”, justificou Wenger. Problemas com a documentação para obter licença de trabalho no Reino Unido adiaram a contratação até janeiro de 2001. Demorou um pouco a se adaptar, mas acabou virando uma peça importante no elenco do Arsenal. Fez dois gols na temporada invicta, ambos em vitórias, diferentes, por 2 a 1 sobre o Chelsea.

Nwankwo Kanu, 26 anos – 11 jogos (três como titular), um gol, duas assistências 

Destaque da Nigéria na Olimpíada de Atlanta, Kanu chegou da Internazionale, na qual teve pouco espaço por causa da forte concorrência e por ter precisado passar por uma operação no coração assim que chegou do Ajax. Foi contratado como apoio a Bergkamp e Anelka. “É uma aposta, mas uma que vale a pena fazer por causa do seu imenso talento”, anunciou Wenger, em 1999. Kanu não foi mal no seu papel de coadjuvante, com 43 gols em 195 partidas pelo Arsenal, mas atuou apenas 11 vezes na campanha invicta, apenas três desde o início. O único gol marcado valeu um ponto no empate por 1 a 1 contra o Everton, na 20ª rodada. Na temporada seguinte, estaria no West Brom.

Ray Parlour, 30 anos – 25 jogos (16 como titular)

Dos reservas, o meia foi o que mais atuou, com 1.515 minutos em 25 partidas. Cria da base, passou 12 anos defendendo o Arsenal, com um total de 422 partidas. Não fez gol e nem deu assistência na campanha de 2003/04 e logo na sequência saiu para o Middlesbrough.

José Antonio Reyes, 19 anos – 13 jogos (sete como titular), dois gols, uma assistência

Reyes é apresentado no Arsenal (Foto: Getty Images)

É provável que a campanha maravilhosa que o Arsenal já fazia, em janeiro de 2004, tenha contribuído para a contratação de Reyes. O jovem atacante do Sevilla era cortejado por outros clubes ingleses, mas preferiu juntar-se aos Gunners no meio daquela temporada, por € 20 milhões, então valor recorde para o clube. Atuou 13 vezes naquela Premier League, com dois gols. Um deles salvou a invencibilidade, na antepenúltima rodada, no empate por 1 a 1 com o Portsmouth. O outro deu a vitória por 1 a 0 contra o Fulham, no jogo seguinte.

Gaël Clichy, 18 anos – 12 jogos (sete como titular)

Wenger foi pessoalmente à casa da família Clichy, em Tournefeuille, nos arredores de Toulouse, oferecer um contrato profissional ao jovem Gaël, de 18 anos, que havia se destacado pelo Cannes. A promessa de que teria minutos em campo pelo Arsenal foi suficiente para convencê-lo a aceitar. Wenger cumpriu com sua palavra. Reserva de Ashley Cole, Clichy somou 655 minutos naquela Premier League, espalhados por 12 rodadas.

Sylvain Wiltord, 29 anos – 12 jogos (oito como titular), três gols

Wiltord, do Arsenal (Foto: Getty Images)

O recorde que Reyes bateu foi de Wiltord. Depois de contratar o jogador que deu assistência para o gol de ouro contra a Itália, na final da Eurocopa de 2000, o Arsenal contratou também o autor do tento que levou a partida à prorrogação. Depois de liberar Suker, Wenger precisava desesperadamente de um atacante porque Kanu havia sido convocado para a Olimpíada de Sidney e Bergkamp tinha medo de avião, o que deixava o treinador apenas com Henry para as primeiras partidas fora de casa da Champions League. Os Gunners aceitaram pagar o que o Bordeaux pedia, € 17,5 milhões. Na temporada 2003/04, Wiltord foi bem reserva, com apenas 12 jogos e três gols, todos nas primeiras quatro rodadas.

Pascal Cygan, 29 anos – 18 jogos (10 como titular)

O incontrolável hábito de contratar franceses levou Wenger a trazer vários ídolos do Arsenal, mas também alguns jogadores menos impressionantes. Pascal Cygan, descrito pelo treinador como um “jogador muito constante”, havia impressionado em atuações pelo Lille na Champions League de 2001/02. Foi contratado por € 3,8 milhões para ser reserva e reserva o foi, com 18 jogos na campanha de 2003/04.

Também atuaram naquela Premier League: Martin Keown (zagueiro, 10 jogos), Jérémie Aliadière (atacante, 10 jogos), David Bentley (meia, um jogo), Justin Hoyte (lateral direito, um jogo)

*Todos os valores do Transfermarkt