Volta de Felipão tem igreja, cartola e fotos em hospital
Luiz Felipe Scolari está de volta. Não exatamente para o lugar imaginado algum tempo atrás, mas ainda assim feliz. O treinador sempre sonhou em encerrar a carreira no comando de uma seleção em 2014. Ainda no Palmeiras, ele chegou a acompanhar com especial atenção a última Eurocopa e o seu desenrolar. Aguardava o convite de algum país que eventualmente deixasse o torneio em baixa. Não veio. Mesmo assim, acabou premiado com o convite para substituir Mano Menezes e a oficialização de seu retorno nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro.
As preces de Felipão foram ouvidas. No domingo, o técnico esteve no Santuário de Caravaggio, em Farroupilha, no Rio Grande do Sul. A passagem foi acompanhada do amigo e futuro presidente do Grêmio, Fábio Koff, com quem conversava ao pé do ouvido durante a celebração da missa. O ex-comandante tricolor evitou falar sobre seleção brasileira ao ser indagado sobre o assunto por repórteres presentes.
A ida de Scolari à igreja tinha outro motivo também. A mãe do treinador, Cecy Leda, 89, está internada desde outubro num hopistal em Passo Fundo, sua cidade-natal. Na segunda e na terça-feira, ele permaneceu quase todo o tempo ao seu lado, saindo apenas para almoçar. Alguns funcionários do local chegaram a posar para fotos e pedir autógrafos ao sucessor de Mano, que atendeu a todos gentilmente.
Antes de retornar de Passo Fundo, Felipão manteve contatos com o presidente da CBF, José Maria Marin, e foi consultado sobre o nome de Carlos Alberto Parreira para o cargo de coordenador da entidade. Não impôs qualquer obstáculo. “Quando o presidente Marin me disse que o tinha chamado, eu agradeci mil vezes”, comentou ontem, durante a sua apresentação, em um hotel no Rio de Janeiro. Os últimos detalhes da volta do técnico à Seleção foram acertados no dia anterior, em São Paulo. A caminho do encontro com Marin e o vice-presidente Marco Polo del Nero, ele chegou a trocar e-mail com um dos amigos jornalistas consultados sobre o convite e revelou a sondagem ao preparador físico do Grêmio, Paulo Paixão.
Na manhã seguinte, embarcou para a coletiva de imprensa no Rio. “Em primeiro lugar, um grande abraço a todos”, iniciou o seu discurso. O sonho de Felipão está apenas começando.



