Brasil

Vitimado por contusões, Brasil tenta reagir

Embora o trabalho de Mano Menezes à frente da Seleção Brasileira ainda esteja no começo, as derrotas para França e Argentina já causaram preocupação quanto à continuação do trabalho do técnico. E é exatamente para evitar a ampliação destas preocupações que a equipe buscará a vitória em seu segundo amistoso do ano, contra a Escócia, em Londres.

Entretanto, uma onda de contusões prejudicou as tentativas de Mano Menezes para escalar a equipe. A começar pelo ataque. Alexandre Pato e Nilmar, possíveis alternativas para serem os parceiros de Neymar, foram cortados por lesão. Com isso, Leandro Damião, do Internacional, será titular logo em sua primeira partida pela Seleção. E Mano o elogiou: “[Ele] Treinou bem e merece uma oportunidade.”

E, dois dias antes do jogo, a equipe brasileira teve um novo revés. O lateral esquerdo Marcelo, que teria sua primeira oportunidade como titular, sofreu uma lesão nas costelas, e também ficará de fora do jogo, dando lugar a André Santos. ““Existem jogadores mais sensíveis a lesões que outros. Fiquei decepcionado porque queria ver o Marcelo em campo, já que ele vinha bem no Real Madrid”, comentou Mano Menezes, sobre a lesão.

Ainda assim, o treinador não se considera ameaçado pelos maus resultados. “Não sou muito apegado a emprego. Sou técnico de futebol e gosto que o trabalho que executo apresente confiança para os jogadores que estou dirigindo e uma evolução ao passar do tempo”, disse Mano, que ainda completou, com otimismo: “Temos uma noção boa do que está acontecendo e o time tem condição de mostrar um bom futebol e vencer a partida.”

Na Escócia, o clima é de confiança. “É sempre bom nos prepararmos para um jogo contra o Brasil. Todos sabem como eles são bons, mas há confiança no nosso elenco. Acreditamos em nós, e esperamos que isso influa no jogo de domingo”, declarou o zagueiro Christophe Berra.

Já o atacante Kenny Miller comemorou sua boa fase, coroada com o anúncio de que receberá a braçadeira de capitão no jogo, já que Darren Fletcher, o capitão usual, estará ausente: “É um momento orgulhoso para mim. Que jogo melhor para ser o capitão de minha seleção do que um jogo contra o Brasil? Ter a braçadeira num jogo como esse significa o mundo para mim.”

E o técnico dos escoceses, Craig Levein, continuou elogiando o atacante. “Fiquei muito feliz com o último jogo [contra a Irlanda do Norte, pela Copa das Nações Britânicas], pela performance de Kenny e o modo como ele ajudou os outros jogadores e serviu de exemplo”, disse o técnico, que finalizou tirando a pressão dos atletas: “É um amistoso, e não tem tanta intensidade como num jogo de competição. Dá um tipo de sentimento diferente. É um aprendizado para mim ver como os jogadores respondem a este desafio. Vejamos como nosso progresso continua, isso é o importante para mim.”

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Equipe Trivela

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