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[Vídeo] Nos 55 anos do bi mundial do Brasil, a transmissão completa da final em Santiago

A Copa de 1962, muitas vezes, recebe menos consideração do que merece. Um Mundial em que o Brasil reafirmou a sua força mesmo sem Pelé, graças às atuações esplendorosas de Garrincha, à entrada providencial de Amarildo, ao talento de tantos veteranos que continuaram gastando a bola. Se o desempenho na primeira fase deixa margem aos questionamentos, sobretudo pela polêmica classificação diante da Espanha, nos mata-matas a equipe de Aymoré Moreira sobrou: bateu Inglaterra e Chile, até se impor diante da Tchecoslováquia na final. A suspensão não cumprida por Garrincha é outro ponto que dá margem à discussão, mas a superioridade brasileira no Estádio Nacional de Santiago vai muito além da presença do camisa 7.

A consagração completa daquela geração no Chile completa 55 anos neste sábado. Timaço de ponta a ponta, que só não repetiu a escalação da final de 1958 por conta da lesão de Pelé e das mudanças no miolo de zaga. Ainda assim, se os bicampeões mundiais não tinham mais a liderança de Bellini e a qualidade de Orlando, contaram com solidez de Zózimo e a classe de Mauro, dono da braçadeira de capitão. Digna referência em um escrete no qual a maioria já estava ambientada ao peso da camisa amarela. E não mais a sentia. Pelo contrário, era a grandeza da Seleção que ganhava peso com Gylmar, Djalma Santos, Nilton Santos, Zito, Didi, Vavá, Garrincha e Zagallo.

Assim como acontecera quatro anos antes, na Suécia, o Brasil precisou se refazer da desvantagem no placar. E o tento do cracaço Josef Masopust era um péssimo presságio, diante das dificuldades que os brasileiros encontraram contra os tchecoslovacos na primeira fase. Não mais quando havia Amarildo, o ‘Possesso’, especialmente endiabrado naquela decisão. O atacante empatou o jogo no primeiro tempo e fez toda a jogada para Zito virar no segundo. Já no final, a falha clamorosa de Viliam Schrojf permitiu que Vavá ratificasse à conquista. Promoveu a festa dos brasileiros, entre sorrisos e lágrimas, pela soberania reafirmada.

Abaixo, um vídeo com a transmissão completa da partida. A transmissão é da Televisa, com narração em espanhol. Uma pérola para se guardar:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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