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Vasco x Joinville, os dois piores ataques dos pontos corridos, só podia ter um resultado

O que esperar de um jogo entra dois dos piores times do Campeonato Brasileiro, ambos na zona do rebaixamento, e com os dois piores ataques dos pontos corridos? Não dava para esperar muito, mas os torcedores não vão ao estádio pensando nisso. Os mais de 40 mil que estiveram no Maracanã neste domingo, às 11h, foram para assistir ao Vasco, apoiar o time e torcer por uma vitória sobre o Joinville, concorrente direto na briga contra o rebaixamento. Mas com ataques tão ruins, o que se viu foi uma enormidade de chances perdidas e um empate por 0 a 0.

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Em 2013, o ataque do Náutico tinha 10 gols marcados. Era o pior da história dos pontos corridos em 17 rodadas. Era. Depois de 17 rodadas, o Vasco tem oito gols marcados, enquanto o Joinville tem nove. Os ataque fracos ajudam a explicar a campanha horrorosa que ambos estão fazendo nesta temporada, fortes candidatos ao rebaixamento. Dizem que boas defesas costumam ganhar campeonatos (e escapar do rebaixamento), mas sem ter ataque, não há milagre possível, ainda mais quando as defesas também não ajudam.

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Foram 19 chutes a gol do Vasco durante a partida, mas oito deles foram para fora, seis foram bloqueados e só cinco acertaram o gol. No lado do Joinville, foram 14 chutes, sendo oito para fora, três bloqueados e três acertaram o gol. O goleiro Agenor precisou trabalhar para impedir que o Vasco saísse de campo com a vitória.

Os protagonistas, no entanto, foram os atacantes. Herrera, pelo Vasco, novamente não conseguiu ir bem. Não perdeu um gol tão feito quanto aquele contra o Palmeiras, mas pouco conseguiu fazer. Dagoberto até teve uma boa atuação, mas não foi suficiente. Aliás, as atuações individuais do Vasco não foram grande coisa.

Quem mais chutou a gol, por exemplo, foi o lateral Christiano, que é bastante criticado pela torcida, embora tenha sido bem participativo. Dagoberto chutou três vezes, Bruno Aguiar, do Joinville, chutou outras três, assim como Jhon Cley, do Vasco, e Kempes, do Joinville.

Do lado do JEC, Kempes teve algumas chances. Perdeu todas. Deu trabalho à defesa vascaína, é verdade, mas esteve longe de fazer mesmo um estrago como poderia se aproveitasse mais as chances.

Se esses dois times não querem ser rebaixados, será preciso começar a fazer mais gols. Porque em 17 jogos fazer só oito gols é algo muito preocupante. É menos de um gol a cada dois gols. Não há como aguentar assim. No caso do Joinville, os nove gols significam pouco mais de um gol a cada dois jogos. Ainda é muito pouco.

O ponto positivo foi a torcida do Vasco. Foram 41.588 presentes no Macaranã, apoiando o time, gritando, mesmo com a atuação horrorosa. Celso Roth tentou fazer alterações para melhorar o time, tentou atacar, mas não adiantou muito. A torcida pressionou e empurrou o time para a pressão até o final. Não adiantou. O zero não saiu do placar. O Vasco segue em 19º colocado com 13 pontos, mesma pontuação do Joinville, que tem um saldo de gols um pouco melhor (fez nove gols, tomou 19, enquanto o Vasco fez oito e tomou 29). Ambos seriamente ameaçados pelo rebaixamento. Apesar da massa vascaína ter mostrado que seguirá com o time. Mesmo que o time pareça não correspondente em campo.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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