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Vagner Mancini sobre o trabalho de técnico no Brasil: “Férias só entre um clube e outro”

Com 23 trabalhos diferentes em 17 anos, Vagner Mancini conta sobre a rotina de técnico no Brasil, sem levar a família e sabendo que a instabilidade é constante

Vagner Mancini é um técnico já bastante experiente e conhecido no mercado brasileiro. Recentemente, ele foi anunciado como novo treinador do América Mineiro, clube do saiu, há seis meses, para assumir o Grêmio. Com tantas mudanças no caminho, algumas coisas são mais difíceis, como levar a família junto ao trabalho ou mesmo tirar férias e contou um pouco sobre a rotina à casa de apostas Betway.

Aos 55 anos, Vagner Mancini tem uma carreira com alguns sucessos notáveis. Ao longo da carreira, Vagner Mancini fez 23 trabalhos diferentes em 18 anos de carreira. Dirigiu clubes de diversos portes e passou por muitos grandes clubes pelo país. O mais marcante, porém, foi o seu primeiro trabalho, que foi quando ele conquistou o maior título da carreira: a Copa do Brasil de 2005.

“Acho que especial, marcante, foi com o Paulista de Jundiaí logo no começo que, de certa forma, acabou alavancando minha carreira no começo”, afirmou Mancini em entrevista à Betway. Naquela oportunidade, ele conquistou a taça ao vencer o Fluminense na final, em uma campanha em que passou pelo Juventude, Botafogo, Internacional, Figueirense, Cruzeiro e, por fim, bateu o Fluminense.

Depois daquele sucesso no início de carreira, Mancini nunca conseguiu se firmar para fazer um trabalho mais longo. Entrou no carrossel de trabalhos de técnicos no Brasil, com média de dois clubes por ano, algo que dificulta planejar a vida pessoalmente.

“Normalmente eu tenho ido sozinho, porque há uma dificuldade muito grande de você levar toda a família junto, mas também a família já está acostumada com o nosso ritmo de vida”, contou o treinador.

“Férias na verdade é sempre que você está entre um clube e outro. A gente nunca sabe quando vai ter férias. Eu não consigo, de maneira nenhuma, me programar para isso. Mas sempre que há um espaço entre uma saída até a entrada no outro eu tento, de todas as formas, dar uma relaxada, viajar, curtir a família, os amigos, que são coisas importantes na vida”.

O América Mineiro foi um bom trabalho de Mancini, em que ele assumiu em junho de 2021 e ficou até outubro do mesmo ano, quando saiu para tentar salvar o Grêmio do rebaixamento. Não conseguiu, mas foi mantido pela diretoria.

Poderia parecer um voto de confiança, mas não foi: sua demissão em 2022 aconteceu depois de apenas seis jogos e com o time ainda invicto. Mancini, porém, sabe que não pode reclamar. Ele mesmo abandonou o América Mineiro quando recebeu a chance e sabia que isso poderia acontecer. O próprio América acabou de demitir Marquinhos Santos depois de apenas uma rodada do Campeonato Brasileiro, depois do treinador comandar a equipe em classificações épicas nas fases preliminares da Libertadores.

De volta a Belo Horizonte, Mancini tentará repetir trabalhos consistentes que fez no próprio coelho e antes, no Corinthians e no Atlético Goianiense. Terá um desafio grande, porque o América tem um calendário cheio, com Libertadores e o Campeonato Brasileiro, e um elenco que não é dos mais numerosos para lidar com isso.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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