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Um gol bizarro e um pênalti isolado: definitivamente, esta não foi a noite de Deola

Deola não é dos goleiros que desfrutam das melhores reputações. Seus tempos no Palmeiras, principalmente, não deixaram boas impressões. Só que a fase do camisa 1 nunca foi tão difícil quanto a atual. As falhas colecionadas na Copa do Nordeste e a bobeada na final do estadual, que quase deu o título ao Ceará, já eram motivos suficientes para a bronca da torcida do Fortaleza. Que aumentou exponencialmente com a noite cômica do goleiro no Couto Pereira. Deola foi o protagonista bisonho da classificação do Coritiba à próxima fase da Copa do Brasil.

O arqueiro não teve culpa no gol de Ruy, que abriu o placar ao Coritiba. Mas, pouco após o tento de Daniel Sobralense, que ia dando a classificação ao Fortaleza, Deola falhou de uma maneira bizarra. Resolveu afastar a bola de dentro da área com um chutão, carimbou o próprio companheiro e deixou o caminho livre para Rafhael Lucas marcar. A vitória por 2 a 1 do Coxa levava a decisão para os pênaltis, repetindo o placar do duelo no Castelão – quando o Tricolor teve “Escala Deivid” dupla em um inacreditável gol perdido.

Deola se consagraria nas penalidades? Definitivamente não. O Coritiba demonstrava uma competência imensa e, um a um, seus cobradores iam balançando as redes sem quaisquer chances de defesa ao arqueiro. Precisão que se repetia também nos pés do Fortaleza. Foram 20 chutes certos até que os goleiros fossem ao sacrifício. Bruno fez sua parte. Mas Deola pareceu cobrar um tiro de meta e isolou sua cobrança. Depois de 21 gols, o primeiro erro. Aquele que eliminou o Tricolor do torneio.

Difícil é saber como Deola será recebido em Fortaleza. Se o seu pescoço já estava a prêmio, fica ainda mais depois da noite desastrosa no Paraná. E com razão. Na saída de campo, concedeu entrevista cabisbaixo, mas resignado. Já deve imaginar o destino que lhe aguarda: o Palmeiras, com o qual ainda tem contrato.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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