Brasil

Um Furacão

Antes do início do Campeonato Brasileiro, poucos imaginavam um destino diferente para o Atlético Paranaense do que brigar contra o rebaixamento. O time não só não conseguiu desempenhar um futebol razoável como ainda vinha de histórico recente de campanhas assim.

Em 2009, o time foi 14º, em 2008 foi 13º, em 2007 foi 12º e 13º em 2006. A última boa campanha do time foi em 2005, quando terminou em 6º lugar, no mesmo ano que também fez boa campanha na Libertadores e acabou como vice-campeão.

O Atlético Paranaense tem sofrido para investir no futebol porque seus recursos estão sendo destinados, há anos, para a construção e a ampliação do seu estádio, a Arena da Baixada. Depois da confirmação do Brasil como sede da Copa do Mundo e de Curitiba como uma das cidades que sediarão o evento, o Atlético corre para colocar seu estádio em condições de receber a maior festa do futebol mundial.

Com isso, o time de pouco investimento tem como um dos principais jogadores o veterano Paulo Baier, de 35 anos, que passou por diversas equipes do futebol brasileiro, mas nunca conseguiu se firmar em nenhum clube grande. No atlético, o meia tem sido destaque desde 2009, com importantes gols de falta e cruzamentos sempre perigosos em bolas paradas, além da experiência para o time.

Com todo esse cenário, o time começou mal o Brasileiro. Nas cinco primeiras rodadas, sob o comando do técnico Leandro Niehues, o time conseguiu apenas uma vitória, um empate e três derrotas. A última, um acachapante 4 a 1 para o Internacional em Porto Alegre. Foi o ponto da virada: a diretoria tirou Nihues do cargo de técnico principal e colocou-o como auxiliar novamente. O contratado foi Paulo César Carpegiani.

O técnico já tinha passado pelo clube em 2001, quando dirigiu a equipe em parte do Campeonato Paranaense. Carpegiani assumiu no dia 1º de junho e dirigiu o time pela primeira vez no dia 2, contra o Botafogo, na 6ª rodada. Venceu por 3 a 2 , mas o time ainda oscilaria, com três derrotas consecutivas em seguida. A redenção veio com a vitória sobre Santos por 2 a 0 na Arena, pela 10ª rodada.

A equipe tinha quatro pontos em cinco jogos. De lá para cá, conquistou 34 pontos em 20 jogos, um aproveitamento de 56,6% dos pontos. O time estava na 18ª posição quando Carpegiani assumiu. Hoje está em 7ª lugar depois da 25ª rodada.

Carpegiani tirou o time do 3-5-2 que vinha sendo usado e voltou ao tradicional 4-4-2. Branquinho e Maikon Leite ganharam posição no meio-campo e no ataque, respectivamente, e viraram destaques da equipe. O goleiro Neto, titular desde o início da campanha, recebeu convocação para a Seleção Brasileira de Mano Menezes para ser observado pelo treinador para o time olímpico.

Não fosse pela mudança de regra da Conmebol no meio do caminho, tirando uma vaga brasileira para a Libertadores,o time teria plenas condições de lutar pela classificação. Com apenas três vagas, a situação é mais complicada e é muito difícil conseguir chegar ao principal torneio continental da América do Sul.

Na Arena da Baixada, o time só perdeu uma vez em 12 jogos, para o Cruzeiro. A campanha em casa é de sete vitórias, quatro empates e uma derrota. Jogar no estádio do Atlético é um problema para qualquer time. O Furacão, sob o comando de Carpegiani, tem tudo para continuar dando trabalho e, se não chegará à Libertadores, ao menos fará um bom papel e terminará entre os dez primeiros.

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Equipe Trivela

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