Brasil

Sob a liderança de Cueva, São Paulo derruba o Santos na Vila Belmiro

O São Paulo observava Buffarini, pedido do então técnico Edgardo Bauza, em um San Lorenzo x Toluca, quando descobriu Christian Cueva. A primeira abordagem foi depois da derrota por 3 a 1 para o clube mexicano, que valeu vaga nas quartas de final da Libertadores, graças à vitória no Morumbi por 4 a 0. Pagou quase R$ 9 milhões pelo peruano ou, para usar uma descrição mais precisa, pelo jogador que viria a ser a referência técnica da equipe e decidiria dois clássicos.

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O primeiro foi pelo Campeonato Brasileiro contra o Corinthians: 4 a 0 para o São Paulo, com três assistências de Cueva e um gol. Nesta quarta-feira, voltou a converter um pênalti com tranquilidade para empatar contra o Santos e depois fez uma grande jogada no segundo gol de Luis Araújo, na vitória por 3 a 1 do time de Rogério Ceni.

Houve outros destaques, como o próprio Luis Araújo, autor de dois gols, um deles muito bonito, arrancando da intermediária e driblando Vladimir. Vale também destacar o coletivo são-paulino, sempre no controle durante o segundo tempo, mesmo quando não tinha a bola. Defendia, concedia poucas chances ao Santos, mesmo na Vila Belmiro, onde o Peixe é muito forte, e quando retomava a posse, saía em velocidade e com muita objetividade.

Mas Cueva tornou-se a pedra central. A principal fonte de criatividade e técnica da equipe ajuda a fazer os atacantes velozes de lado de campo jogaram. Cobra bolas paradas, como aquela que acertou o travessão do Audax, e já chegou a três assistências em quatro partidas oficiais na temporada: para o gol de Gilberto contra a Ponte Preta, para Chávez, contra o Audax, e nesta quarta-feira, para Luis Araújo.

Na estreia do ano, Cueva atuou como terceiro-homem de meio-campo diante da equipe de Osasco, mas, depois da lesão de Wellington Nem, Rogério Ceni colocou Cícero e adiantou o peruano, que cresceu de rendimento. O São Paulo conseguiu chegar ao 2 a 2, antes de eventualmente perder por 4 a 2. Nos jogos seguintes, Ceni modificou a equipe: levou Rodrigo Caio de volta à zaga e escalou João Schmidt e Cícero ao lado de Thiago Mendes no meio-campo. Cueva foi adiantado e, mais protegido, continuou a comer a bola.

A jogada contra o Santos foi muito bonita. Felipe Araruna lançou para o peruano, que dominou, girou, deu mais um drible e, com a pontinha da chuteira, achou Luis Araújo, que bateu cruzado com muita firmeza. Uma assistência de quem sabe o que está fazendo.

Depois do susto da primeira rodada, o São Paulo emendou três bons resultados. Eliminou o Moto Club da Copa do Brasil sem sofrer grandes sustos, goleou a Ponte Preta, que ficou acima do Tricolor no último Brasileirão, por 5 a 2, e venceu o Santos na Vila Belmiro, onde o Peixe não era derrotado desde agosto. Ainda é cedo para se empolgar com o trabalho de Rogério Ceni. Mas são bons sinais. O melhor deles é o futebol de Cueva.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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