Brasil

Sem treinador desde julho, Seleção sub-20 vive momento de incertezas

Nos últimos dois anos, ouviu-se muito a conversa de que a CBF iria dar mais atenção para a base. Ney Franco, um profissional de peso, foi contratado para coordenar tudo, e técnicos bem conceituados na base, como Emerson Ávila e Marquinhos Santos, também chegaram respaldado. Restam apenas três meses para o Sul-Americano Sub-20 de 2013, e as coisas estão bem diferentes. Não há treinador desde julho, e não há nenhuma certeza em relação à continuidade do projeto.

O único “sobrevivente” entre os contratados é Emerson Ávila, que atualmente convoca as seleções sub-15 e sub-20, além da sub-17, da qual é treinador. Emerson, aliás, está acostumado a entrar “na fogueira” em alguns trabalhos. Em 2011, assumiu a seleção sub-17 um mês antes do Sul-Americano da categoria. Ele elaborou nesta terça-feira uma lista de jogadores que vão treinar em Teresópolis visando o Sul-Americano. Mas ninguém sabe se ele estará no torneio, que acontece na Argentina entre os dias 9 de janeiro e 3 de fevereiro.

Essa incerteza incomoda vários clubes. “É uma vergonha”, chegou a dizer um dirigente de um clube grande por telefone à Trivela. De fato, não há como definir uma filosofia de trabalho se não houver profissionais contratados. E nessa indefinição, perdem todos. CBF, técnicos, clubes e jogadores. E perde-se também o discurso de que se está buscando uma nova “filosofia” para o futebol brasileiro, o que é mais importante do que ganhar um Sul-Americano Sub-20 a mais.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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