Brasil

O dilema da Supercopa: Palmeiras e São Paulo têm preferência por local, mas CBF não crava sede

Entidade apontou Mané Garrincha, Parque do Sabiá e Maracanã como possíveis locais

Primeira decisão da temporada 2024, a Supercopa do Brasil, em 3 de fevereiro ainda não tem sua sede de disputa definida. A CBF lista três possibilidades.

Em comunicado à imprensa, a entidade apontou os estádios Mané Garrincha, em Brasília, Parque do Sabiá, em Uberlândia, e o Maracanã, no Rio, como possíveis locais.

Até o momento, no entanto, ainda não houve batida de martelo acerca da questão.

Troca do Gramado

Dos três, o preferido das diretorias de Palmeiras e São Paulo, que vão disputar o troféu, é o Maracanã, pela proximidade e a facilidade logística.

O tradicional palo carioca também seria o estádio mais tranquilo para os torcedores em termos de deslocamento, pela facilidade de acesso desde a capital paulista.

Mas alguns problemas se interpõem e evitam que a escolha seja sacramentada. O Maracanã vai passar por uma reforma completa do gramado em janeiro, e teme-se que ele não esteja em perfeitas condições para receber o jogo.

Outro ponto seria conciliar o calendário da disputa com os compromissos de Flamengo e Fluminense, que administram e mandam jogos no local.

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Carnaval no Cerrado

Para jogar no Mané Garrincha, o problema é outro.

O estádio do Distrito Federal terá o “Carnaval do Mané” entre 3 e 13 de fevereiro, o que exigiria uma alteração de datas ou do evento musicial ou do jogo.

No dia da decisão, a arena prevê abrigar show conjunto de Psirico, Dennis e Nattan, com início previsto para 16h – exatamente o horário tradicional de início dos jogos no Brasil.

Os ingressos, quue já estão à venda, variam em preço de R$ 96 a R$ 400.

Belém do Pará

Ricardo Gluck Paul, presidente da Federação Paraense de Futebol, ofereceu o Mangueirão, em Belém, como uma opção viável.

A CBF, no entanto, não incluiu o estádio entre as possibilidades. Mesmo tendo passado por melhorias, incluindo aumento de capacidade, troca de gramado e sistema de drenagem – além de novos refletores e telões -, o estádio amazônico corre por fora.

Afinal, se a ideia é jogar no Rio justamente por conta da logística, é difícil pensar em um estádio no Brasil mais complicado para chegada da torcida e delegações. Dentre as capitais do Brasil, só Manaus é mais distante de São Paulo do que Belém.

E por que não São Paulo?

Já que a final reúne dois times da capital paulista, porque não jogar em São Paulo? A resposta é simples e reflete a incapacidade do poder público de fornecer segurança para realização de eventos esportivos.

Desde 2016, os clássicos jogados no âmbito estadual não podem contar com torcidas dos dois clubes envolvidos. Em outra palavras, só a torcida do mandante pode ir aos jogos.

Mas a Supercopa acontece sempre em jogo único, disputado em local neutro. De modo que jogar no Estado implicaria em excluir uma das duas torcidas do jogo.

Premiação

A CBF ainda não divulgou as premiações para os participantes do torneio neste ano.

Em 2023, o campeão Palmeiras embolsou R$ 10 milhões pelo título da comeptição. O Flamengo, por sua vez, ficou com R$ 5 milhões pelo vice-campeonato.

O valor total de premiação foi mais que o dobro em relação às últimas edições. Em 2022, o Atlético-MG levou R$ 5 milhões, e o vice Flamengp, R$ 2 milhões.

O aumento se deveu principalmente a um aporte de R$ 5 milhões (US$ 1 milhão) feito pela Conmebol, que ainda não está confirmado para 2024.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata LimaSetorista

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.
Foto de Eduardo Deconto

Eduardo DecontoSetorista

Jornalista pela PUCRS, é setorista de Seleção e do São Paulo na Trivela desde 2023. Antes disso, trabalhou por uma década no Grupo RBS. Foi repórter do ge.globo por seis anos e do Esporte da RBS TV, por dois. Não acredite no hype.

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