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São Paulo precisava de vitória como a contra o Palmeiras para mostrar futebol além da Libertadores

O São Paulo conseguiu provar, diante do Palmeiras, o que o time mais precisava: que o bom futebol que a equipe do Morumbi vem apresentando há algum tempo vai além da Libertadores. Não que os são-paulinos tenham feito jogos ruins nas três rodadas anteriores à de hoje, mas por ter sido uma partida contra um dos maiores rivais, em casa, e por terem entrado em campo com um total de 10 clássicos sem uma única vitória, não havia momento mais propício para isso. O Tricolor mostrou futebol de alto nível e foi muito superior ao vizinho de muro, embora o singelo placar de 1 a 0 mascare um pouco a proeminência do time, principalmente no segundo tempo.

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Os primeiros minutos de bola rolando passaram a impressão de que o Palmeiras dominaria o jogo pelo resto da partida. Isso por conta da pressão que os comandados de Cuca fizeram sobre o time da casa logo após o apito inicial. Aos três minutos, Zé Roberto levantou uma bola na área para Alecsandro cabecear, e esse foi o primeiro lance que fez as mãos dos torcedores são-paulinos suarem, tanto pelo perigo que a jogada por si só representa, quanto pelo péssimo histórico do goleiro Denis com bolas aéreas. Depois disso, Tche Tche, Jean e Dudu ainda pressionaram o time anfitrião, mas depois da bola cruzada por Bruno da intermediária direita, a qual resultou no único gol da partida, anotado por Ganso, o time do Palmeiras praticamente parou de atacar. E isso porque o São Paulo tomou conta do meio-campo e não permitiu que o time alviverde articulasse jogadas.

Apesar do contra-ataque ter dado certo no lance do gol tricolor, no restante do primeiro tempo o São Paulo desperdiçou muitas jogadas de ataque rápido. Os quatro cartões amarelos distribuídos em 13 minutos mostravam o quanto a primeira etapa estava pegada e como os jogadores, de ambos os lados, ficaram tensos depois do gol. Foi nos 53 minutos finais (graças ao acréscimo de oito minutos) que o Tricolor deu uma cara de Libertadores à partida. Não pelo modo de jogar, mas pela qualidade de jogo.

Sem nenhuma alteração, a equipe são-paulina voltou a campo com a mesma gana que mostrou nos jogos da competição que está classificada para semifinal. E foi nessa mudança de atitude do time da casa que Fernando Prass se agigantou, como, aliás, tem sido habitual e foi o grande jogador da partida. O placar de 1 a 0 saiu barato para o Palmeiras graças às tantas defesas difíceis que o goleiro alviverde realizou.

Além de mostrar que o bom futebol do São Paulo é uma realidade, essa vitória também teve muita relevância para Edgardo Bauza como treinador. O argentino precisava vencer um clássico no comando técnico do time que sofreu 36 gols nos 17 clássicos anteriores ao de hoje e mostrar que ele arrumou a equipe defensivamente não só para brigar pelo título da competição mais importante da América do Sul, como também para ser forte diante dos times rivais e disputar o Campeonato Brasileiro na mesma pegada que o elenco são-paulino vem enfrentando o mata-mata da Libertadores.

Ao Palmeiras, resta arrumar como o time joga fora de casa. No Allianz Parque o time já mostrou que é capaz de apertar qualquer adversário. Foi escalado de forma ofensiva por Cuca e, embora tenha começado bem, acabou sendo inferior ao rival no Morumbi. Sem Cleiton Xavier, o time teve mais dificuldade em articular jogadas e ficou refém das jogadas pelas pontas, que não aconteceram como se esperava. Nem Gabriel Jesus nem Dudu, dois dos jogadores acima da média do elenco, conseguiram brilhar.

O São Paulo deixou o Morumbi com a sensação que o time que cresceu na Libertadores pode fazer o mesmo no Brasileiro. O Palmeiras com a impressão que o time pode fazer mais do que mostrou neste domingo.

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Nathalia Perez

Jornalista em formação trabalhando a favor de um meio esportivo mais humano. Meus heróis sempre foram jogadores de futebol, mas hoje em dia são muito mais heroínas.

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