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São Paulo perdeu, mas tem motivos para comemorar

Apesar do São Paulo ter perdido o clássico para o Corinthians neste domingo, tem o que comemorar. O time fez uma boa partida, viu Ganso fazer uma boa partida e ter um bom entendimento com Jadson, que vem fazendo uma ótima temporada nesta primeira metade de 2013. A derrota é ruim pela rivalidade, mas não afetou em nada a campanha do time no Paulista, já que são muitos jogos inúteis antes do mata-mata que define tudo. E a derrota veio em um lance casual – um erro bisonho de Rafael Tolói e a falta de agilidade de Rogério Ceni.

Esta fase do Campeonato Paulista vale muito pouco, para não dizer nada. O que vale são jogos como o deste domingo, um clássico. E só pela rivalidade. Então, Ney Franco testou opções que deve utilizar no jogo de quinta-feira pela Libertadores, contra o Strongest, em La Paz.

Ney Franco escalou o time com Paulo Miranda na lateral direita, algo que deu muito certo em 2012 e que dá mais segurança naquela posição, já que Douglas não é confiável e Rodrigo Caio, que vinha atuando por ali, é volante. Essa deve ser a opção também para o jogo de quinta.

No meio-campo, Weillington começou o jogo na reserva. Maicon ganhou sua vaga ao lado de Denilson. A perda é na marcação, já que Wellington é muito melhor marcador que Maicon, além de ser mais rápido. A vantagem de Maicon é o passe, algo que o técnico do São Paulo parece apostar para o jogo da Libertadores.

Até por isso, Ganso também foi titular, como vem sendo nos últimos jogos. Desta vez, ao lado de Jadson, que jogou mais pelo lado direito. E ao contrário das primeiras experiências, no início do ano, desta vez o entendimento dos dois foi bom. Com boas trocas de passes e até troca de posições, a impressão que ficou foi boa. Jadson continuou em boa fase e Ganso apareceu para o jogo.

Uma das diferenças para que isso acontecesse foi a postura de Ganso. Combativo, buscou ajudar a marcação dos volantes corinthianos – um dos pontos altos da equipe adversária – e chegou a tomar um cartão amarelo pelo excesso de força em uma entrada. Essa vontade se traduziu em mais bolas recebidas e maior participação no jogo, o que é fundamenta para a função que exerce.

Apesar da boa partida, Ganso precisa melhorar em um fundamento: chute a gol. O meia não finalizou muitas vezes e, mesmo quando teve espaço, preferiu o passe. É verdade que o passe é o seu melhor fundamento, mas como diria Muricy Trabalho, meia tem que chegar dando de cabeça na área. Tem que finalizar. Tem espaço aberto? Chute para o gol. É um fundamento que Ganso precisa treinar para estar confiante a realizar quando tiver a chance.

A grande diferença para o jogo da Libertadores será o ataque. No lado esquerdo, Osvaldo continua sendo o principal jogador do time. Foi perigoso, criou jogadas e inclusive foi o autor o do passe para o gol de Jadson no primeiro tempo (com menção honrosa para o corta-luz de Ganso).

Luís Fabiano passou em branco, embora não tenha feito uma partida ruim. Só que ele está suspenso para o jogo da Libertadores. Então, quem deve jogar é Aloísio, que é esforçado, mas ainda não mostrou motivo para ser titular do time. Pode ser a sua chance de mostrar isso, em um momento decisivo para o time do Morumbi.

O jogo de quinta é decisivo e o São Paulo precisa de um bom resultado, ainda que a situação seja menos complicada do que parece. O time precisa de pelo menos uma vitória. Se não perder em La Paz e vencer o Atlético Mineiro no Morumbi, estará classificado. E se achar que conseguir esses dois resultados é demais, então é porque o time merece mesmo ser eliminado da Libertadores.

Curtas

– O Corinthians, apesar da vitória, fez uma partida abaixo do que pode. O meio-campo não produziu, embora Danilo tenha feito um golaço. O ponto positivo foi Gil, zagueiro que fez grande partida e se firmou como o melhor da posição no time. Chicão terá que disputar posição com Paulo André, porque Gil não sai mais jogando o que tem jogado.

– Jorginho recebe uma pressão no Flamengo como se estivesse colocando Zico e Leandro no banco. O elenco rubro-negro é bastante limitado e o time não está nem perto dos melhores do país. É claro que ninguém quer perder para time pequeno, como o Audax-RJ, mas daí a considerar que isso seja um desastre? Menos… É só o estadual. E Jorginho mal chegou à Gávea. Não quer dizer que ele seja imune a críticas, pelo contrário. Mas pedir a cabeça do treinador é uma falta de noção.

– O Vasco já tem que esquecer o Carioca e começar a pensar em montar um time que não seja rebaixado no Campeonato Brasileiro. É ver se Paulo Autuori é capaz de tirar algo desse elenco que não parece capaz de grande coisa. Se ele conseguir, será um grande feito. Porque não será fácil.

– Grande campanha do Londrina no Campeonato Paranaense. No segundo turno, o time tem 19 pontos em sete jogos – são seis vitórias e um empate. Campanha de quem tem tudo para ficar com uma vaga na Série D e até sonhar com o título. É difícil, mas a última rodada desse turno, no dia 28 de abril, será contra o Coritiba. Tem tudo para ser decisivo. Se conseguir ganhar o turno, por que não pensar em ganhar o título nos dois jogos finais?

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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