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São Paulo aposta na ótima impressão que Calleri deixou no Morumbi para tentar resolver uma das suas carências

O atacante de 27 anos caiu nas graças da torcida são-paulina em uma rápida passagem em 2016, mas nunca mais conseguiu repetir aquele desempenho

Após muitos mercados de especulação, o São Paulo conseguiu, enfim, promover o retorno de Jonathan Calleri, atacante argentino que conquistou as arquibancadas do Morumbi em uma breve passagem de seis meses em 2016. Para ter sucesso neste reencontro, por empréstimo até o final de 2022, terá que retomar aquele nível de desempenho que o levou rapidamente à Europa, onde não conseguiu se firmar – e não foi por falta de tentativa.

O nome de Calleri, 27 anos, havia chegado às manchetes pela milésima vez em julho, quando o São Paulo estava em busca de um atacante, mas não conseguia pagar o que o Deportivo Maldonado, clube do empresário Juan Figger, estava pedindo por ele. Tentou Darío Benedetto, também sem negócio. No entanto, sem propostas atraentes na Europa, ressurgiu a possibilidade de contratar Calleri para tentar resolver uma das principais carências do time de Hernán Crespo.

Digamos que o são-paulino não ama seus centroavantes. Pablo tem sido bastante criticado, Luciano até entrega com alguma regularidade, mas está sofrendo com muitas lesões, e o veterano Éder é uma sombra do jogador que já foi. O ataque do São Paulo tem girado em torno de Emiliano Rigoni. Calleri, caso recupere parte do futebol que o fez cair nas graças na torcida com 16 gols em 31 jogos cinco anos atrás, já seria claramente uma melhora.

A questão é se ele o recuperará, a grande variável para o São Paulo ganhar ou não essa aposta. A sua história no futebol europeu foi de muitos clubes e poucos gols, raramente um bom sinal. Foi primeiro para o West Ham e, mesmo em um clube sempre desesperado por centroavantes, não conseguiu muito espaço. Fez apenas um gol em 725 minutos em campo. Deixou a Premier League para trás para tentar a sorte no Campeonato Espanhol.

Foi melhor, em parte porque não poderia ser pior. Pelo menos ficou bastante em campo, embora os gols tenham rareado. A primeira experiência foi a melhor, com 12 tentos em 41 jogos pelo Las Palmas. Depois, passou por Alavés, Espanyol (rebaixado em último lugar) e Osasuna, com nove, cinco e seis gols, respectivamente, antes de decidir retornar à América do Sul.

Calleri deixou uma impressão muito boa no Morumbi e tentou se manter conectado durante os cinco anos em que tentou emplacar na Europa. Talvez o que precise é mesmo de um ambiente em que se sente mais confortável para apresentar o seu melhor futebol, e a fraca concorrência deixa o nível de exigência mais baixo para ter sucesso nesse retorno pelo qual a torcida são-paulino tanto ansiou desde que ele foi embora.

Gabriel Neves

Também por empréstimo de um ano e meio, o São Paulo contratou o volante Gabriel Neves, 24 anos, que estava no Nacional de Montevidéu. Promessa que passou pelas categorias de base da seleção uruguaia e já foi observada de perto pelo técnico da principal, Óscar Tabárez. Havia sido um pedido de Hernán Crespo ainda no começo do ano. Canhoto, técnico, tem bom passe e atua bem nos dois lados do gramado. Também uma tentativa interessante para o São Paulo e, se der certo, o contrato prevê uma opção de compra.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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