Brasil

Santos e Azuriz divergem sobre quantidade de parcelas em negócio envolvendo Hayner

De acordo com o apurado pela Trivela, a quantidade de parcelas oferecidas pelo Santos está longe da desejada pelo Azuriz para liberar Hayner

As conversas entre Santos e Azuriz para a aquisição do lateral-direito Hayner, que entrou para a seleção do Campeonato Paulista, seguem em andamento. Conforme antecipado pela Trivela na última sexta-feira (12), o Peixe comunicou o clube paranaense sobre a sua intenção de exercer a opção de compra prevista no contrato de empréstimo e desde então os clubes conversam sobre o negócio. O acordo só não foi sacramentado ainda, porque há uma divergência no número de parcelas.

Conforme uma cláusula no contrato de empréstimo, caso o Santos tivesse interesse em ficar definitivamente com Hayner seria necessário pagar R$ 1,7 milhão de maneira parcelada. Segundo o presidente do Peixe, Marcelo Teixeira, não há definido no acordo uma quantidade específica de prestações para a aquisição. E é justamente neste estágio em que as conversas se encontram.

Qual a divergência de parcelas por Hayner?

Conforme o apurado pela Trivela, diante da brecha no contrato de empréstimo, o mandatário alvinegro sinalizou ao Azuriz que estava disposto a pagar o valor estipulado por meio de uma quantidade de parcelas que,- até o início da noite deste sábado (12) – está longe da desejada pelo Azuriz. Os paranaenses reconhecem que receberão a quantia parceladamente, mas desejam que isso ocorra em poucas prestações.

O número de parcelas oferecido pelo Santos e desejado pelo Azuriz é mantido em sigilo pelos dois clubes.

Um dos trunfos dos paranaenses para convencer o Peixe a diminuir a quantidade de prestações é o interesse do Vitória. O Rubro-negro de Salvador apresentou uma oferta de R$ 1,8 milhão à vista para ficar com Hayner.

Azuriz tem preferência por um dos clubes?

Ainda segundo as informações obtidas pela Trivela, a preferência do Azuriz é fechar o negócio com o Santos, pois ficará com 100% do valor.

Diferentemente do que pode acontecer se Hayner for vendido ao Vitória, uma vez que o Peixe terá direito a receber um percentual da venda por conta da taxa de vitrine – porcentagem que o clube que contrata um atleta por empréstimo exige, caso o mesmo seja vendido durante esse contrato temporário.

Existe uma data para fechar o negócio?

Presente na solenidade de hasteamento da bandeira do Santos no alto do Monte Serrat – um dos morros de Santos – como parte da celebração ao aniversário de 112 anos do clube, que será comemorado neste domingo (14), Teixeira afirmou detalhou as tratativas com o Azuriz, mas salientou que ainda não existe uma data para fechar o negócio.

A janela de transferência nacional para os jogadores que disputaram os campeonatos estaduais se encerra na próxima sexta-feira (19). Logo, tudo precisa ser resolvido em no máximo seis dias.

— O que houve na questão do Hayner é que recebemos uma comunicação, por parte do Azuriz, e nós esperávamos o documento oficial. Quando houve a documentação, a diretoria e o Comitê de Gestão (CG) conversaram. Isso demanda tempo. Ouvimos a comissão, a coordenação de futebol e a diretoria. Aí sim decidimos exercer o direito de compra, conforme previsto em contrato. Temos o direito de compra em parcelas. Isso está definido em contrato. E é essa a negociação que está acontecendo agora. Como não há o número estipulado de parcelas, há a negociação. O Azuriz diz que o interessado paga à vista, o Santos quer pagar parcelado, porque está em contrato. São coisas que não se decidem rapidamente. O mais importante é que o Santos exerceu o direito. Agora, estamos dialogando — disse o presidente alvinegro.

Foto de Bruno Lima

Bruno Lima

Bruno Lima nasceu em Santos (SP) e se formou em Jornalismo na Universidade Católica de Santos (UniSantos) em 2010. Antes de escrever para Trivela, passou por A Tribuna.
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