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Santa Cruz: de volta à elite, gigante em Pernambuco e agora campeão do Nordeste

Quando o Santa Cruz estava preso na quarta divisão do futebol brasileiro, dificilmente algum torcedor imaginou que em pouco tempo a situação do clube seria tão boa. Desde 2011, quando os pernambucanos deixaram a Série D para trás, até este domingo, o clube reconquistou seu status de time de primeira divisão, venceu quatro edições do campeonato estadual em cinco anos, está novamente na final, e com o empate por 1 a 1 com o Campinense no estádio Amigão, conquistou a Copa do Nordeste pela primeira vez na sua história.

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O Santa Cruz chegou muito próximo do fundo do poço, e nada como um inédito título regional para servir de alerta para o resto do país que o clube está definitivamente de volta ao primeiro nível do futebol brasileiro. Importância sublinhada por Grafite, que voltou com o objetivo claro de ser campeão e conseguiu. “Com certeza para mim é o maior título”, disse, em entrevista ao Esporte Interativo, o jogador que já venceu o Mundial e a Libertadores pelo São Paulo e o Campeonato Alemão pelo Wolfsburg. “Talvez seja o maior título da história do Santa Cruz”.

E será que Grafite foi decisivo? Marcou no empate por 2 a 2 no jogo de ida das quartas de final contra o Bahia, fez o gol da classificação à decisão na Fonte Nova e abriu o placar no 2 a 1 da primeira partida decisão. Foi às redes cinco vezes na competição e poderia ter fechado a campanha com chave de ouro no Amigão. Arthur Caíke deu uma bola açucarada para o artilheiro marcar, aos 27 minutos do primeiro tempo, mas o gramado atrapalhou. O chute passou por cima do travessão.

Com a camisa sete nas costas, infernal pela ponta direita, Arthur Caíke foi o melhor em campo. O campeão paranaense pelo Londrina em 2014, com direito a três gols no Atlético-PR na semifinal desse torneio, também foi responsável por um chute perigoso no começo do segundo tempo e foi presenteado com o gol do título do Santa Cruz. Aos 34 minutos da etapa final, recebeu passe de Keno, que havia feito uma boa jogada pela esquerda, e pegou mal na primeira tentativa. Mas a vida é feita de segundas chances: recuperou o rebote e conferiu para empatar.

Porque poucos minutos antes, o Campinense havia aproveitado o recuo do Santa Cruz, que jogava pelo empate na Paraíba, para fazer o gol que lhe daria o segundo título do Nordestão, já que a partida no Arruda havia sido vencida pelos pernambucanos por 2 a 1. Uma boa jogada de Pitbull encontrou Rodrigão, que teve muita categoria para tocar no canto de Tiago Cardoso, o capitão que teve a honra de levantar a taça antes que todo mundo.

O Campinense foi valente. Apesar de um primeiro tempo cheio de erros, nunca desistiu, e empurrado pela torcida, buscou o gol que precisava para repetir o feito de 2013. Mas o Santa Cruz respondeu logo em seguida e ficou com a taça. Uma injeção de ânimo e moral para os próximos desafios: a final do Pernambucano, a  Copa Sul-Americana, para a qual ganhou vaga com essa conquista – caso avance às oitavas de final da Copa do Brasil, se a CBF seguir o precedente do Ceará ano passado, terá que abrir mão do torneio continental -, e a primeira divisão do Campeonato Brasileiro.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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