Brasil

Condenado por estupro na Itália, Robinho faz treino na Portuguesa Santista e fala em ‘porta aberta’

Ex-atacante do Santos ainda conta com "fã clube" e recebe pedidos recorrentes para retornar aos gramados

Condenado pelo estupro coletivo de uma mulher na Itália, Robinho é uma espécie de fantasma na Baixada Santista, onde leva uma vida normal. Aos 39 anos, o ex-atacante do Santos ainda conta com um “fã clube” na cidade e, de tempos em tempos, aparece nas redes sociais dos admiradores participando de algum evento.  

O flagra mais recente aconteceu no último sábado (6), após um jogo-treino no estádio Ulrico Mursa, da Portuguesa Santista. Após a partida amistosa, Robinho conversou com o radialista Walter Dias, respondeu a perguntas sobre sua atual situação no futebol e disse ter “porta aberta” na Briosa.  

– Graças a Deus as coisas têm caminhado bem, então não estou pensando muito no futebol, não. Venho aqui só para me divertir. Condições (de jogar) a gente tem, né? O presidente (da Portuguesa Santista, Sérgio Schlicht) é uma ótima pessoa. A gente tem um ótimo relacionamento. Como eu falei, ele sempre abriu as portas para mim. Quando eu faço um treino aqui, venho me divertir com a rapaziada, mas quem sabe para o futuro. É uma porta que está aberta. Quem sabe? –  disse Robinho, em vídeo publicado no Facebook. 

Os comentários na publicação vão de lamentos à aposentadoria forçada do atacante até pedidos – ou melhor, súplicas – para que ele volte a jogar no Santos ou assine contrato com a Portuguesa Santista.  

Robinho é ídolo mesmo após condenação por estupro

A idolatria recebida por Robinho é latente, principalmente na Baixada Santista. De fato, os tempos de glória do atacante deixaram saudade nos torcedores. Há quem defenda o retorno dele aos gramados, mesmo depois de ser condenado em todas as instâncias pela Justiça italiana, e de ter áudios esclarecedores sobre o seu crime publicados pelo portal UOL, no ano passado. Parte da torcida do Santos deseja a contratação pelo menos para ocupar o banco de reservas durante a briga do Alvinegro na Série B. 

– Seria um reforço no vestiário – escreveu um internauta recentemente. 

A ideia de que o autor precisa ser separado da obra é usada recorrentemente para defendê-lo, algo que a repórter que vos escreve já explicou recentemente esse fenômeno em uma coluna sobre Daniel Alves, mas outro ponto também é fundamental no caso de Robinho. 

Diferentemente do lateral-direito, acusado e preso preventivamente pelo estupro de uma jovem na Espanha, Robinho não foi preso. Por não ter sido detido na Itália à época do crime, o atleta voltou ao Brasil, jogou no Santos, no Atlético Mineiro e ocupou sem consequências seu status de ídolo. Foi como se nada tivesse acontecido – e isso permaneceu no imaginário de muita gente.

Anos depois, condenado em todas as instâncias pela Justiça italiana, ele continua livre e vivendo para ver seus fãs pedindo por seu retorno. E a dura verdade é: se Robinho não corresse risco de cumprir sua pena no Brasil, haveria mesmo a chance de ele vestir a camisa de outro clube. 

Entenda o caso Robinho

Robinho e seu amigo Ricardo Falco foram condenados por estupro de uma jovem albanesa de 22 anos em 22 de janeiro de 2013. Além dos dois, outros quatro suspeitos não foram julgados porque não foram identificados pela Justiça italiana.

Segundo investigação do Ministério Público italiano, os seis brasileiros praticaram violência sexual de grupo contra uma mulher de origem albanesa, embriagada por eles e, inconsciente, levada para o camarim de uma boate em Milão, onde foi estuprada várias vezes.

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