Brasil

O heroi que virou vilão e a antecipação do que viria: Copa do Brasil não foge à regra e foi péssima para o Santos

Limitado tecnicamente e 'reforçado' por trio do Água Santa, o Santos não foi capaz de ir longe na Copa do Brasil

Enquanto se dividia entre a reta final do Campeonato Paulista e se preparava para estrear na Copa Sul-Americana, o Santos iniciou a sua trajetória na Copa do Brasil. Com o limitado time que não deslanchou nos primeiros meses do ano e ‘reforçado’ do trio do Água Santa ao vice-campeonato estadual (Gabriel Inocêncio, Luan Dias e Bruno Mezenga), o Peixe não teve vida longa na principal competição de mata-mata do país. A equipe foi eliminada ao ver o primeiro adversário da Série A do Campeonato Brasileiro cruzar o seu caminho: o Bahia, ainda nas oitavas de final.

Envolvido na competição desde a primeira fase, o Santos fez a sua estreia na Copa do Brasil em Brasília, diante do Ceilândia. Visitante em uma eliminatória de partida única, o Peixe jogou precisando apenas de um empate para se classificar. Mas, como foi costume em 2023, com uma atuação sem brilho e se aproveitando de uma cobrança de escanteio, o time comandado por Odair Hellmann venceu o confronto por 1 a 0 com gol de cabeça de Joaquim.

O resultado colocou o Alvinegro na segunda fase, também de jogo único, para encarar o cearense Iguatu, do ‘preocupante’ lateral Talisson Calcinha, que, ao marcar um golaço, fez a sua equipe vencer e eliminar o América-RN antes de visitar o Santos.

Santos recebe o Iguatu em Vila vazia

Punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por conta de bombas arremessadas no gramado na eliminação da Copa do Brasil de 2022, para o Corinthians, o Santos recebeu o Iguatu em uma Vila Belmiro com portões fechados à torcida. Isso, no entanto, não foi um problema. Mesmo sem jogar bem mais uma vez, o Peixe construiu uma tranquila vitória por 3 a 0 e chegou à terceira fase da competição.

O adversário em questão foi o Botafogo-SP. Diferentemente das fases anteriores, a partir de agora todas as eliminatórias seriam definidas em duelos de ida e volta.

No primeiro encontro da terceira fase, em Ribeirão Preto, o Santos fez um bom jogo e encaminhou a classificação às oitavas de final ao vencer os botafoguenses por 2 a 0.

Na volta, com a Vila ainda sem público, o Santos levou alguns sustos, mas venceu novamente, desta vez por 1 a 0, e carimbou passagem às oitavas de final.

Falta de criatividade aproximam Santos da eliminação

As classificações sobre Ceilândia, Iguatu e Botafogo-SP fizeram o Peixe embolsar R$ 8,5 milhões em premiações da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Competição mais rentável do país, a Copa do Brasil disponibilizou mais R$ 4,3 milhões para os times que chegassem às quartas de final.

E foi de olho nesse dinheiro que o Santos recebeu o Bahia, na Vila, agora diante do seu torcedor, no confronto de ida. Porém, com uma atuação pobre, desorganizada, mas com um gol anulado por impedimento polêmico, o Alvinegro ficou no empate por 0 a 0 com o Tricolor baiano.

No confronto de volta, a mesma falta de criatividade e de organização do primeiro duelo se fizeram presentes na Arena Fonte Nova. Além disso, uma falha infantil do uruguaio Rodrigo Fernández, no campo de defesa, deixou o Santos em desvantagem no placar e em situação delicada na partida.

Bruno Mezenga vai de herói a vilão

O Peixe só não foi eliminado no tempo regulamentar, porque Bruno Mezenga, no seu único monento de felicidade pelo Santos, acertou uma cabeçada nos acréscimos do segundo tempo e levou a disputa para os pênaltis.

Lá, quis o destino, que o próprio Mezenga desperdiçasse a cobrança que fez o Santos perder por 4 a 3 e se despedir da Copa do Brasil. Antes, Camacho já havia perdido para o Peixe e Ademir para o Bahia.

A partir daí, o Peixe passou a se concentrar em apenas duas competições: a Copa Sul-Americana e o Campeonato Brasileiro. O desfecho nelas, no entanto, também não foi nada positivo.

Foto de Bruno Lima

Bruno Lima

Jornalista pela UniSantos com passagem pelo Jornal A Tribuna de Santos. Já trabalhou na cobertura de jogos da Libertadores e das Eliminatórias Sul-Americanas no Brasil e no Exterior. Na Trivela, é setorista do Santos.
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