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Primeira convocação de Jemerson é reconhecimento merecido ao bom momento do zagueiro

Em uma noite na qual a Seleção praticamente inteira jogou mal, David Luiz acabou se destacando negativamente. O erro no primeiro gol (em meio a outros, diga-se) chamou atenção, assim como o descontrole que resultou na expulsão durante os minutos finais. Entretanto, Dunga ao menos teve a opção de chamar um substituto à zaga para o confronto com o Peru, na próxima terça. E premiou o atleticano Jemerson com sua primeira convocação à equipe nacional.

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Não é de hoje que Jemerson aparece entre os melhores zagueiros do futebol brasileiro. O defensor vem se destacando no Atlético Mineiro desde o último ano, especialmente após a conquista da Copa do Brasil. Dominou a posição no miolo da defesa e fez a torcida se esquecer rapidamente de Réver. Embora o título tenha ganhado destaque pelas viradas milagrosas do time de Levir Culpi, o baiano também teve papel destacado, garantindo muita solidez.

Aos 23 anos, Jemerson pode não ser ainda um zagueiro maduro o suficiente, mas tem potencial para se desenvolver mais. Combina bom porte físico e mobilidade, e a boa fase que vive enfatiza a convocação. Segundo a Bola de Prata, prêmio oferecido pela revista Placar aos melhores jogadores do Brasileirão, o atleticano está entre os três melhores da posição – atrás apenas do corintiano Gil e do gremista Geromel. Enfatiza principalmente a regularidade do defensor, um dos esteios nos sucessos recentes do Galo.

Dificilmente Jemerson vai entrar em campo, e sua convocação emergencial talvez tenha sido facilitada pelas complicações logísticas de buscar algum jogador na Europa – incluindo Thiago Silva, como pediam alguns. Mas os méritos na sua escolha são evidentes e a experiência, por si só, já é bastante válida. E conta mesmo com uma motivação extra ao baiano, diante do jogo marcado para a Fonte Nova. Se Dunga insiste em nomes contestados, nada mais justo do que abrir caminho também para aqueles que vêm em ascensão.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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