Brasil

Preste atenção, pois algo legal pode estar nascendo no futebol cuiabano

Nenhum time nas duas primeiras divisões do Campeonato Brasileiro, públicos baixos e torcidas concentrada em equipes de Rio de Janeiro e São Paulo. Relacionar a Arena Pantanal, construída para colocar Cuiabá na Copa 2014, com um elefante branco é fácil. E só há um jeito de os cuiabanos afastarem esse apelido desagradável: mostrando poder de mobilização em torno do futebol e frequentando o estádio. E, menos de um mês após o final do Mundial, há sinais de que isso pode acontecer.

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No último domingo, 13.658 torcedores pagaram ingresso para ver Cuiabá 3×2 Paysandu pela Série C. Houve um contingente razoável de curiosos que aproveitaram a entrada acessível (R$ 20) para conhecer o novo estádio da cidade e ainda foi menos da metade dos 43 mil lugares do estádio, mas foi o sexto maior público do fim de semana em todas as divisões do Brasileirão. Houve até problemas na entrada da torcida, pois só 45 das 100 catracas do estádio estavam acionadas.

A resposta positiva motivou os clubes mato-grossenses. em 3 de agosto, Cuiabá tem programado um jogo em casa contra o CRB. No mesmo dia, o Operário de Várzea Grande (região metropolitana de Cuiabá) recebe o Tombense. Nada mais óbvio do que fazer rodada dupla na Arena. Ingresso a R$ 30, sem divisão de torcida, com todas as catracas do estádio em funcionamento. A dez dias das partidas, 5 mil ingressos haviam sido vendidos.

Pode ser apenas uma empolgação inicial que se perde com o tempo. Talvez o futebol cuiabano não tenha mesmo condição de sustentar um estádio como a Arena Pantanal. Mas eles estão tentando transformar a obra em legado e “espantar o tal elefante branco da capital” (como diz a página do Cuiabá no Facebook), e merecem crédito por isso.

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Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.

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