BrasilCopa do Brasil

Poucas disputas de pênaltis foram tão caóticas quanto a que classificou o Grêmio na Copa do Brasil

Para tricolores ou rubro-negros, um suplício. Para quem via o jogo sem interesse no vencedor, o mais delicioso caos. Grêmio e Atlético Paranaense sofreram bastante para definir quem se classificaria para as quartas de final da Copa do Brasil. Após a vitória por 1 a 0 do Furacão no tempo normal, que devolvia o placar da Baixada, a decisão ficou para os pênaltis. Sobrou emoção, mas faltou qualidade técnica na marca da cal. Em 16 cobranças, nove batedores desperdiçaram. Melhor para os gremistas, que puderam comemorar a apertada vitória por 4 a 3.

Durante o primeiro tempo, o Atlético contou com uma falha de Marcelo Grohe para abrir o placar. O goleiro bateu roupa e deixou a bola limpa para André Lima estufar as redes. A vantagem empurrou o Grêmio ao ataque na volta do intervalo, mas o Furacão se fechou e contou com as defesas de Weverton para segurar o placar. Tudo acabaria decidido nos penais. Foi quando imperou o drama.

A falta de precisão dos dois times impressionou. Durante a série regulamentar, foram seis pênaltis em sequência desperdiçados. Obviamente, os goleiros tiveram méritos nisso, com duas defesas de Grohe e três de Weverton – que ainda enfrentava a pressão de não deixar os gremistas abrirem dois gols de vantagem naquele momento. De qualquer maneira, a incompetência também teve influência, com menção especial a Zé Ivaldo, que mandou a bola muito longe do travessão no único tiro para fora até então.

Já nas alternadas, Weverton poderia ser herói, após Kannemann isolar, mas sua cobrança parou em Grohe. Até que, finalmente, Paulo André acertasse a trave e confirmasse os tricolores na próxima etapa. A classificação diminui um pouco a pressão sobre o Grêmio, especialmente para o novo momento sob o comando de Renato Gaúcho. Entretanto, não exime a péssima fase, algo evidente no desfecho do confronto. Para sorte dos tricolores, o Furacão conseguiu ser pior.

Mostrar mais

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo