Brasil

Pena de Sheik é ridícula e prova que STJD serve apenas para inflar ego de bacharéis

Eu não conheço os artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva e, por isso, não posso dizer, à luz da Lei, se a suspensão de seis jogos dadas a Emerson Sheik é justa ou não.

Mas, do que não tenho dúvida, é que considero um absurdo uma pena dessas. É muito grande. Se estiver respaldada pelo Código, que se mude o código.

Aliás, esse STJD é um palco ideal para o ego imenso de seus juízes. Há dois anos, houve um que ameaçou processar criminalmente Christian, do Corinthians, por sua cafajestice de mostrar dedo para a torcida do São Paulo.

Sou pelo fim desse tribunal. Sou contra julgamento, com advogados e promotores duelando verbalmente com sua excelência para cá e vossa excelência para lá. Foi expulso, um jogo. Foi expulso de novo, dois jogos. Sem graduação. Aquela palhaçada toda que o Sheik fez após o jogo não seria levada em conta. Ou melhor, serviria para ele ficar mal com o Tite, aquele que considera o Neymar um mau exemplo para a juventude.

O fim do STJD serviria também para acabar com essa palhaçada de efeito suspensivo. O cara foi expulso. Foi punido. E ganha permissão para ajudar o Corinthians a afundar de vez o Palmeiras. Como já havia acontecido com Bernard, na semana anterior.

Futebol não combina com exibição pública de ego inflado dos nossos bacharéis.

Foto de Anderson Santos

Anderson Santos

Membro do Na Bancada, professor da Unidade Educacional Santana do Ipanema da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), doutorando em Comunicação na Universidade de Brasília (UnB) e autor do livro “Os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol” (Appris, 2019).

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