Brasil

Para Osvaldo, o G-4 pode chegar em três rodadas

Osvaldo Lourenço Filho é, atualmenete,  possivelmente o mais famoso cearense em busca de sucesso em São Paulo. Chegou no começo do ano e sofreu um pouco, como tantos. Superou desconfianças e é titular do São Paulo. Com muita personalidade, aposta em mais: o G-4, a Libertadores, a seleção e, se não for muito, a Europa.

 

O São Paulo vai para a Libertadores?

Estou muito confiante. Nosso time engrenou e mostrou muita união contra o Palmeiras. Agora, vamos para o Rio decidir contra o Vasco e diminuir esses quatro pontos de diferença?

Só a vitória interessa?

Não, o empate vai ser bom também. Depois, a gente faz dois jogos em casa, contra Figueirense e Atlético-GO e eles jogam contra o Santos na Vila e o Botafogo. Dá para diminuir bastante a diferença ou quem sabe até alcançar o Vasco.

Quando você perdeu aquele pênalti contra o São Paulo no ano passado, pelo Ceará, pensou que seriá difícil uma transferência?

A gente estava dominando o jogo e houve o pênalti. Chutei bem mas ele acertou o canto e depois venceram. Fiquei triste, mas eu havia feito muitos jogos bons contra times grandes e continuei acreditando. E houve muitas ofertas?

Por que o São Paulo levou vantagem?

Eu optei pela visibilidade. Acho que se fizer um bom ano e mantiver meu nível, posso ser chamado para a Copa. Por que não, o momento é que conta. Aqui é uma grande vitrine, posso sonhar com a Europa também.

Mais um cearense lutando pela vida em São Paulo. Você é o maior vencedor entre todos?

Não, acho que eu sou o mais conhecido porque futebol tem mídia. Mas todo mundo que sai de lá, enfrenta as dificuldades e consegue se manter, é um vencedor também. Só não é famoso.

O seu bom momento está fazendo o time jogar o 4-3-3 que é pouco usado…

É isso mesmo, mas não é 4-3-3- o jogo todo. O Ney diz que eu e o Lucas temos obrigação de acompanhar o lateral até o meio do campo. Aí, a gente tem que dar o bote e sair rápido para o ataque. Nem precisa ser eu que tiro a bola, pode ser o Cortez, o importante é ficar esperto e receber a bola em profundidade.

Você é destro e joga na esquerda?

É. O zagueiro sabe que eu sou destro e fica olhando para a minha perna, esperando que eu saia pelo meio. Mas eu toco rápido, vou no fundo e consigo o cruzamento com a esquerda.

Mas você está contando todo o posicionamento do time e seu jeito de jogar…

Ah, mas não tem problema. Futebol não tem segredo, não. Um contra-ataque com muita rapidez é quase imarcável, não comigo, mas com todos os jogadores que fazem essa função.

Foto de Anderson Santos

Anderson Santos

Membro do Na Bancada, professor da Unidade Educacional Santana do Ipanema da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), doutorando em Comunicação na Universidade de Brasília (UnB) e autor do livro “Os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol” (Appris, 2019).

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