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Orquestrado por Lucas Lima, o Santos buscou uma vitória para lavar a alma no Pacaembu

Foi uma vitória para cada torcedor que encheu o Pacaembu comemorar sem comedimentos. Sob chuva, o Santos buscou o resultado na vontade, na insistência, na pressão. Especialmente, no grito dos alvinegros que não esmoreceram nem com o passar dos minutos. O Independiente Santa Fe proporcionou um jogo difícil, arrancando o empate por duas vezes. Ainda assim, os paulistas partiram para cima e construíram seu segundo triunfo na Copa Libertadores da América. Com o talento de Lucas Lima e a resposta de seus homens de frente, o time de Dorival Júnior venceu por 3 a 2, se aproximando da classificação.

Diante do bom público no Pacaembu, o Santos não precisou de tanto tempo para se incendiar. Aos três minutos, os anfitriões abriram a contagem. A defesa colombiana errou, Lucas Lima ficou com o caminho livre e passou para Ricardo Oliveira balançar as redes. Tento importante para o veterano, que não vem sendo tão efetivo neste ano. Durante a celebração, os jogadores homenagearam o companheiro Rafael Longuine, que perdeu os pais e os tios em um acidente durante a semana.

O Santos começou o jogo pressionando, colocando a defesa do Santa Fe contra a parede. Mas não demorou para que os Cardenales saíssem mais para o ataque. Especialmente depois dos 20 minutos, os visitantes passaram a ameaçar a meta de Vanderlei. E a metade final da primeira etapa foi um tiroteio. Entre as várias chances de gol, os colombianos empataram com Johan Arango, aproveitando o rebote de bola no travessão. O Peixe respondeu na sequência, anotando o segundo com Vitor Bueno, em mais uma assistência de Lucas Lima. O camisa 7 bateu cruzado e foi bastante festejado pelos companheiros, diante das críticas recentes. Todavia, o Santa Fe igualaria novamente, em falta cobrada por Arango, completada por uma bela cabeçada de Baldomero Perlaza. Já o terceiro santista só não saiu pelas boas defesas do goleiro Leandro Castellanos.

O ritmo do jogo caiu no segundo tempo. De qualquer maneira, era o Santos quem mandava em campo. Chegou duas vezes com perigo, antes que a chuva começasse a castigar com maior intensidade. O Santa Fe se fechava, satisfeito com o empate, enquanto o Peixe insistia, na bola aérea. Assim, a vitória se consumou aos 33. Após escanteio, David Braz desviou e Lucas Veríssimo completou, em seu primeiro tento como profissional. Na comemoração, Dorival Júnior agradeceu aos céus. A vantagem estava estabelecida e os alvinegros puderam se resguardar mais. Precisaram conter ainda um esboço de pressão dos Cardenales, que não deu em nada.

Lucas Lima, sobretudo, merece os louros pela vitória do Santos. O camisa 10 atuou mais próximo dos atacantes e sua visão de jogo foi determinante ao sucesso. É a participatividade que os alvinegros esperam de seu maestro. Na próxima rodada, a equipe possui uma parada duríssima: visita o Strongest em La Paz, onde os bolivianos anotaram 16 gols em seus quatro primeiros jogos na Libertadores. Independentemente do desafio, a classificação está próxima, com oito pontos somados. Um triunfo nas duas últimas partidas será suficiente – o que não deve ser problema, considerando que o último compromisso é com o lanterna Sporting Cristal, no Brasil. Por isso mesmo, fazer o dever de casa diante de um rival direto como o Santa Fe foi importante. Missão cumprida com êxito.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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