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Oito momentos em que Alexandre Pato estava com a cabeça no mundo da lua

Alexandre Pato tem uma técnica excepcional e muitas vezes mostrou que sabe ser artilheiro. Este ano mesmo está sendo muito importante para o São Paulo. No entanto, muitas vezes parece alheio ao jogo, como se não percebesse o que acontece a sua volta. Isso fica claro em algumas declarações que não fazem nenhum sentido ou mesmo em alguns erros estranhos que ele comete dentro de campo.

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Pato não ofende ninguém e tem até um maneira clara de se expressar. É apenas curioso como às vezes não faz muito sentido e parece descolado da realidade. Reunimos oito momentos em que isso, começando pelo mais recente, quando ele disse que torceria para o Palmeiras na final da Copa do Brasil.

Paulo Nobre é um cara do bem

O que sobrou para o São Paulo nesta temporada, apesar de todos os problemas, é tentar se classificar para a Libertadores. Está em quinto lugar, com 53 pontos, contra 54 do Santos, o quarto colocado, a quatro rodadas do final do Campeonato Brasileiro. Caso o rival alvinegro seja campeão da Copa do Brasil, o Tricolor pode conseguir a vaga mesmo na quinta posição.

Por isso, a maioria dos são-paulinos deve torcer pelo Santos contra o Palmeiras, em décimo lugar com 48 pontos, e praticamente sem nenhuma condição de chegar em quarto lugar. Certo?

– Vou torcer pelo Palmeiras, disse Alexandre Pato, porque o Paulo Nobre é um cara do bem, muito inteligente.

E mesmo ignorando a parte prática do objetivo do São Paulo na temporada, será mesmo que um atacante do São Paulo, sob contrato com o Corinthians, deveria dizer assim categoricamente que vai torcer para o Palmeiras?

Qual foi mesmo a pergunta?

O São Paulo venceu o Coritiba, por 2 a 1, e Alexandre Pato, autor de um dos gols, deu entrevista para um repórter do SporTV, ainda no gramado. O jornalista perguntou: “No fim, o talento individual acabou prevalecendo?” Pato respondeu.

– Cara, eu troquei a camiseta com o goleiro porque ele fez uma grande defesa na minha tentativa de gol. Ali eu perdi a concentração, achei que ele tava em cima de mim e tentei chutar rápido. Poderia tê-lo deixado para trás. Acho que ele fez uma grande defesa. Às vezes, temos que dar o mérito para o goleiro.

Mas, cara, o repórter perguntou outra coisa!

O relógio quebrou

O São Paulo foi derrotado pela Ponte Preta, por 1 a 0, na segunda rodada do Campeonato Brasileiro, gol de Renato Cajá. Na saída de campo, Pato tentou explicar esse resultado adverso.

– Tomamos o gol no final e foi difícil fazer outro.

O gol de Renato Cajá foi marcado aos 14 minutos do PRIMEIRO TEMPO.

A cavadinha contra o Grêmio

Era contra o Dida. Acho que dispensa mais explicações.

Bem nos lances decisivos

Quem é corintiano nunca esquecerá o nome de Carlos Amarilla. Talvez tenha até um boneco de vodu dele em casa para extravasar a frustração depois da atuação desastrosa do árbitro na eliminação do time paulista para o Boca Juniors, na Libertadores de 2013. Amarilla deixou de marcar um pênalti para o Corinthians e anulou um gol legal de Romarinho. Ele mesmo admitiu, dois anos depois, que errou naquela partida.

– Ele (Amarilla) apitou um jogo seguro contra o Boca. Foi firme nas faltas e em momentos que poderiam ter polêmicas. Foi muito bem e fez o seu papel, disse Pato.

A bola vai entrar no Paulistão

Nessa mesmo jogo, Pato perdeu um gol claríssimo, a 15 minutos do final. Guerrero escorou de cabeça para ele, que driblou o goleiro com um toque na bola, mas, na hora de chutar, se atrapalhou todo e furou. Pato comentou o lance depois da partida.

– Agora é esquecer. A bola vai entrar no Paulistão.

Libertadores, Paulistão, tudo a mesma coisa.

Mineirão é um estádio neutro

O São Paulo preparava-se para enfrentar o Atlético Mineiro pelo Campeonato Brasileiro quando Alexandre Pato foi questionado sobre a mudança de estádio. O Galo escolheu o Mineirão, ao invés do Independência, para mandar a partida.

– No Horto, é difícil porque lá eles têm a torcida. No Mineirão, vai ser um jogo diferente porque é um estádio neutro. Vai ter a torcida do Atlético como vai ter a do São Paulo.

Na época da declaração de Pato, o Galo havia jogado 16 vezes no Mineirão desde a reinauguração, com 10 vitórias, três empates e três derrotas. Sem contar as centenas de partidas antes da reforma para a Copa do Mundo.

A melhor resposta foi a do lateral direito Marcos Rocha, do Atlético Mineiro: “Neutro para ele. É a nossa casa”.

Tapete vermelho

Defender o time do coração, ser campeão do mundo, ganhar a Bola de Ouro ou usar a camisa da sua seleção nacional. Geralmente são esses os sonhos dos jogadores de futebol. Pato tem outro.

– Meu sonho? Pisar no tapete vermelho do Oscar.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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