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O reencontro do Cruzeiro com Marcelo Oliveira acabou em jogaço, e Fábio determinou o placar

Cruzeiro e Palmeiras fizeram um confronto de grandes expectativas no Mineirão. A partida marcava o reencontro de Marcelo Oliveira com o clube em que se consagrou como técnico. E as mostras de carinho não faltaram ao bicampeão brasileiro, com uma fila de jogadores celestes para cumprimentar o antigo comandante, visivelmente emocionado. Pois o duelo de velhos conhecidos resultou em um jogo bastante aberto, com muitas chances de gol. Destaque para os goleiros, que evitaram um placar bem mais elástico. Fábio, em especial, fez três grandes defesas para garantir a vitória da Raposa por 2 a 1, que afasta um pouco mais os palmeirenses do G-4.

Vestindo camisas amarelas, calções azuis e meias brancas, o Palmeiras homenageava a vez em que emprestou seu time à Seleção para a inauguração do Mineirão, em 1965. Porém, parecia mesmo que os alviverdes incorporaram o espírito da equipe que tomou de 7 a 1 no mesmo estádio para a Alemanha. Bastaram quatro minutos para que o Cruzeiro abrisse o placar, em uma roubada de bola de Vinícius Araújo que acabou com o gol de Alisson. Com a marcação adiantada dos celestes, os palmeirenses erravam demais. Fernando Prass evitava o segundo gol, diante dos enormes espaços e do nervosismo de sua equipe.

O Palmeiras só colocou a cabeça no lugar no meio do primeiro tempo. Pressionava bastante, ao mesmo tempo em que dava as brechas aos contra-ataques. Ainda assim, a melhor chance do empate veio em um pênalti contestado pelos paulistas, após toque de mão de Victor Ramos. Marinho cobrou, mas Prass pegou.

A partida seguiu bastante movimentada no segundo tempo. Quando Fábio começou a realmente se destacar. O goleiro fez duas defesas excepcionais para manter a vantagem, mas não conseguiu parar o chute de Cristaldo, que precisou de 20 segundos em campo para balançar as redes. No entanto, os erros do Palmeiras pesaram outra vez. Foram dois no lance que permitiu a arrancada de Alisson pela esquerda. Um dos melhores em campo, o meia cruzou para Arrascaeta garantir os três pontos. E ainda houve tempo para o capitão celeste realizar ainda mais um milagre, barrando a tentativa à queima-roupa de Alecsandro.

O Palmeiras teve as suas chances de vencer. Entretanto, pagou pelo excesso de falhas e de espaços, taticamente em uma das piores partidas desde a chegada de Marcelo Oliveira. Mas não dá para tirar os méritos do Cruzeiro, forçando os erros e apresentando grande mobilidade em sua linha de frente. Venceu e respirou, depois de três partidas consecutivas sem vitória na competição. Um resultado para restaurar a confiança do time.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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