Brasil

O que pensou Rhayner ao marcar depois de 83 jogos

– Que barulho estranho é esse? Que susto, cara, não lembrava como soava a bola batendo na rede.
– E esse pessoal todo correndo para me abraçar? Por um segundo, pensei que era arrastão.
– Rapaz, acho que o goleiro desviou essa bola e fez gol cont… Pensa baixo, Rhayner!
– Essa é para todos vocês que fazem pouco caso das ameaças nucleares de Kim Jong-Un.
– Nem goleiro de seleção pegava essa bola. Vou além: nem o quarto goleiro do Corinthians defenderia!
– O Calhau passou seis meses sem publicar um só post no blog e ainda assim vai querer tirar onda do meu jejum. Hipócrita.
– Do jeito que eu sou azarado, é capaz do Vasco desencantar amanhã e me ultrapassar na disputa pela artilharia da Taça Rio.
– Até ontem, eu pretendia dedicar o meu próximo gol a todas as criancinhas do Brasil, mas a essa altura elas já viraram aborrecentes que riam da minha desgraça durante o recreio.
– Tantas horas ensaiando a dança do siri para nada. Ninguém mais lembra daquela porra!
– Três gols na carreira também vale música no Fantástico?
– Aposto que o Joey Barton e a esposa do goleiro Dênis estão me cornetando muito no Twitter.
– Sou empresariado pelo Eduardo Uram e Marco Feliciano não me representa.
– Depois desse gol, vão ter de me respeitar mais. Se o Marin quiser o meu voto para alguma coisa, não vai me levar a uma churrascaria qualquer, vai pagar um jantar no Gero.
– Agora que acabou o jejum, para voltarem a falar de mim com a mesma frequência, só contratando o assessor de imprensa da Andressa Urach.
– Mesmo neste ritmo, ainda chego ao gol mil antes do Túlio, anota aí.

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Ricardo Henriques

Jornalista agnóstico formado pela Universidade Católica de Pernambuco, Ricardo Henriques nasceu, foi criado e se deteriorou no Recife, cidade com a qual vive uma relação de amor (mentira) e ódio. Não seguiu adiante com seus sonhos de ser repórter esportivo, nem deu continuidade à carreira como centroavante trombador e oportunista nas areias de Boa Viagem, mas encontrou no Twitter a plataforma ideal para palpitar sobre todos os assuntos onde não foi chamado. Viciado em esportes, cinema, seriados de TV e escolas de samba, tem mania de fazer listas que só interessam a si próprio, chegando ao ponto de eleger suas musas como se selecionasse o onze inicial de um time de futebol. Esse blog não trará informações quentes de bastidores, análises táticas abalizadas ou reflexões ponderadas. O que talvez, por consequência, não traga leitores. No cardápio: ranzinzices bem humoradas, cornetadas debochadas e fartas doses de cretinice e cultura pop, temperando o que há de mais ridículo e pernóstico no mundo do futebol. PS: ele tirará uma onda com o seu time ou os seus ídolos, mais cedo ou mais tarde. Não vai adiantar você fazer careta e espernear que nem o Mourinho faz quando é contrariado. Contato: [email protected]

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