BrasilBrasileirão Série A

O que Danilo Fernandes fez contra o Coxa é para receber a gratidão eterna dos colorados

Parecia mais uma festa da torcida. Após a vitória suada sobre o Coritiba por 1 a 0, as luzes do Beira-Rio se apagaram e os colorados iluminaram o ambiente com seus celulares. Na verdade, tudo não passava de uma mensagem subliminar do desejo de cada torcedor do Internacional neste momento: apaguem os refletores do Brasileirão e garantam a equipe fora da zona de rebaixamento. A equipe de Celso Roth conquistou três pontos fundamentais para respirar na tabela, ao menos um pouco, ocupando agora o 16° lugar. Um resultado que se deve muito a Danilo Fernandes.

O goleiro aparece entre os melhores do Brasileirão não é de hoje. Foi contratado para substituir Alisson justamente depois de tantos milagres com o Sport. E, apesar da draga que vive o Inter, Danilo não tem culpa nenhuma nisso. Pelo contrário, até vem evitando o pior, com defesas difíceis a cada rodada. Já nesta quinta, ele se superou para agarrar a vitória aos colorados. E tudo isso mesmo com o nariz quebrado, fruto de um choque com Rafael Moura na última rodada, durante a partida contra o Figueirense.

A noite do arqueiro no Beira-Rio teve dois ápices, ambos no segundo tempo. Aos nove minutos, Danilo operou um milagre que é sério candidato a ‘defesa mais difícil do campeonato’. Iago cabeceou à queima-roupa, mas o colorado demonstrou um tempo de reação incrível para desviar. Já aos 32, pênalti para o Coxa. Juan cobrou e, embora tenha batido a meia altura, mandou a bola no canto. Pois Danilo Fernandes voou e espalmou. Tudo para que a explosão nas arquibancadas se concluísse aos 41. Em outra penalidade, desta vez do outro lado, Vitinho fez o gol da vitória do Internacional.

Se o moral de Danilo Fernandes com a torcida já estava elevado pela atuação fabulosa, ele aumentou ainda mais com suas declarações na saída de campo, ao Sportv: “Essa torcida aqui, tá louco. É isso que nos dá força. A gente não merece passar por isso não, este grupo é muito batalhador, é guerreiro. Isso que a gente fez aqui e vai fazer até o final do campeonato é por eles. Eu só vou ficar fora de uma partida se eu estiver no hospital. Se eu estiver com o nariz ou o dedo quebrado, eu vou jogar. Não vamos cair nem fodendo”. Ficando ou não na Série A, de qualquer maneira, os colorados começam a ganhar um ídolo.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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