Brasil

O Palmeiras se arriscou e buscou o empate em jogo franco contra o Inter

Desde que voltou a contar com os times da Libertadores, em 2013, a Copa do Brasil melhorou de nível. O principal torneio de mata-matas do país está repleto de jogos abertos e com altas doses de emoção. A exemplo do que aconteceu na primeira metade dos 180 minutos do confronto entre Internacional e Palmeiras. O empate por 1 a 1 no Beira-Rio foi até modesto, diante das possibilidades que se desenharam na partida, com chances perdidas e grandes defesas dos goleiros. Alisson e Alex iam sendo os heróis na vitória parcial dos colorados. Até que os palmeirenses, já buscando bastante o ataque, resolveram se arriscar. No fim das contas, o empate por 1 a 1 mantém o duelo aberto e promete outro bom jogo para o Allianz Parque na próxima semana.

Em primeiro tempo bastante movimentado, especialmente nos minutos finais, o nome da partida acabou sendo Alisson. O Inter até criou mais chances, com Valdívia em outra noite endiabrada, e obrigou Fernando Prass a realizar ótimas defesas. No entanto, o principal momento da etapa inicial acabou salvo pelo goleiro colorado. Dudu se movimentava bastante no ataque palmeirense e deu de presente duas excelentes oportunidades para Lucas Barrios. Na primeira, o paraguaio saiu de frente para o gol e chutou em cima de Alisson. Logo depois, pôde cobrar um pênalti sofrido para o companheiro. Mas, apesar da pancada, chutou mal. No meio do gol, o arqueiro se esticou para espalmar e manter o placar zerado.

Já no segundo tempo, quem se tornou o protagonista colorado foi Alex. Criticado bastante nos últimos tempos, sem render o suficiente e permanecendo no banco na maior parte dos jogos, o meia fez jus à oportunidade. Em ataque de muita mobilidade, ao lado de Valdívia e Vitinho, ele tinha espaço para finalizar. Levou muito perigo na primeira etapa, parando em Prass. Mas, aos nove minutos, o goleiro palmeirense nada pôde fazer. O veterano acertou um chutaço de fora da área, que resvalou na mão do camisa 1, mas mesmo assim acabou nas redes.

valdas

O placar, no entanto, talvez não fosse o mais condizente às circunstâncias da partida. O Palmeiras também atuava bem, propondo o jogo e buscando o ataque mesmo na casa do adversário. O empate quase saiu logo em seguida, em chute forte de Gabriel Jesus que Alisson desviou. Pressão que se intensificava, à medida que o Inter dava espaços – e teve problemas na cabeça de área, com a lesão de Rodrigo Dourado, substituído. Já o grande trunfo dos alviverdes veio aos 25, quando Marcelo Oliveira partiu para o tudo ou nada. Tirou Arouca e Barrios para as entradas de Cristaldo e Rafael Marques. O time se expunha, é verdade, mas ganhava presença de área. E, em apenas dois minutos, saiu o empate. Outra vez muito bem, Gabriel Jesus iniciou a jogada para Lucas cruzar e o próprio Rafael Marques cabecear livre.

O final do jogo perdeu a intensidade, com a igualdade prevalecendo. Para o Inter, o resultado pode não ser dos melhores, mas seguem com chances de classificação. Os colorados deverão dar menos brechas em São Paulo, e possuem qualidade para decidir em um lance – como mostraram em boa parte da Libertadores. Além disso, por mais que a defesa oscile, Alisson vive fase iluminada. Mais uma vez, pode ser fundamental.

O Palmeiras, por outro lado, tem seus méritos pelo resultado conquistado. Marcelo Oliveira é acusado muitas vezes de “não saber jogar mata-matas”, mas jogou no Beira-Rio pensando na classificação. Sabia da importância dos gols marcados fora de casa, que, com o placar final, dão ao menos a vantagem do empate sem gols no Allianz Parque. Resultado interessante, que pode ser colocado na conta do técnico, pela maneira agressiva como posicionou o time.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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