Brasil

O negócio da década

Parecia uma terça-feira qualquer pós-título brasileiro. As redações dos jornais provavelmente já tinham suas páginas programadas, reverenciando os personagens da conquista são-paulina. A televisão também receberia algum convidado tricolor, apontaria os grandes heróis do tri, ou apresentaria alguma matéria ou levantamento que já havia sido feito na semana anterior. Foi quando, bem na hora do almoço, surgiu o boato disfarçado de notícia. Ou não. Ronaldo estava contratado pelo Corinthians.

O corre-corre tomou conta e nem deu tempo para muita conversa mole. Rapidamente, Corinthians e Ronaldo anunciaram o acordo que foi selado com a apresentação pomposa realizada na sexta-feira, no Parque São Jorge. Desde a vinda de Romário para o Flamengo em 1995, não se via nada tão grandioso no futebol brasileiro.

A análise sobre a volta de Ronaldo, com 32 anos, precisa ser feita de duas maneiras distintas. Separe-se o craque ferido do personagem. De um lado, o jogador que não atua regularmente há quatro anos. Do outro, o que ainda é capaz de mobilizar a mídia mundial de tal maneira que levou, e ainda levará muito mais, a marca Corinthians ao exterior como em nenhum outro momento da história quase centenária do clube.

Ronaldo, o jogador

A pergunta mais realizada em torno da volta de Ronaldo ao Brasil, sobretudo pelos torcedores rivais, é se de fato o Fenômeno causará impacto dentro de campo. Se por um lado é justo informar, como informa Paulo Vinícius Coelho da Espn Brasil, que o novo centroavante corintiano não atua regularmente desde 2004, por outro deve ser dito que, em 15 jogos pelo duro Campeonato Italiano com o Milan, Ronaldo anotou nove gols, uma média bem razoável.

Logo, chega-se até a conclusão de que o problema de Ronaldo, que realizou outra cirurgia de joelho após as supracitadas 15 partidas, é físico. Não é clínico, tampouco técnico. As lesões musculares, tradicionais após procedimentos cirúrgicos em articulações, foram o grande problema do Fenômeno no Milan. Cabe lembrar que, no Brasil, o clima contribui para que isso seja amenizado e que, ainda, em 2008 o Corinthians teve baixo índice desse tipo de lesão em seu elenco.

Não há, de fato, fundamento para dizer que Ronaldo atuará nas cerca de 70 partidas que o Corinthians deve realizar em 2009. Certamente será preciso ter paciência para o recondicionamento físico e perda de peso, esses sim os grandes problemas para o Fenômeno que, embora tenha 32 anos, passou por três ou quatro operações delicadas na carreira.

O discurso de que se deve ter paciência com a participação de Ronaldo, porém, é algo a ser ponderado nessa análise. Não se imagina que esse procedimento será atropelado, sobretudo quando há Joaquim Grava à frente do departamento médico. E isso, para prevenir as temidas lesões musculares, será fundamental.

Deve considerar-se ainda que Mano Menezes terá em mãos um elenco capaz de disputar todas as competições de 2009 sem que Ronaldo esteja em campo. A manutenção da boa base que vem da Série B, com alguns reforços razoáveis já confirmados, oferece o conforto para que o Fenômeno só atue em boas condições. E se ele assim o fizer, a tendência é que os gols saiam com naturalidade.

Até mesmo a parte tática corintiana deve favorecer Ronaldo, já que a conservação do 4-2-3-1, esquema favorito de Mano Menezes, deve dar conforto ao Fenômeno em campo. Respaldado por uma linha de três meias – em tese, Morais, Douglas e Dentinho -, ele não precisará se empenhar tanto na marcação, voltar para buscar o jogo muitas vezes e nem mesmo sair da área, já que é a referência ofensiva. Em esquemas como 4-3-1-2 ou 4-2-2-2, o panorama seria diferente.

Ronaldo, o personagem

O termo “engenharia financeira” foi um pouco banalizado dentro do futebol, mas para a contratação de Ronaldo ele se aplica perfeitamente. A direção corintiana prevê coletar verbas de diferentes setores para honrar o salário estimado em R$ 400 mil, além de rendas extras – a Folha diz que o jogador deve ganhar R$ 15 milhões em 2009. Se havia dúvidas sobre o prestígio do Fenômeno no futebol, elas se diluíram rapidamente. O reforço atraiu 6 mil pessoas em uma sexta-feira e até mesmo cambistas vendiam entradas no Parque São Jorge.

Essa “engenharia” é um trabalho do departamento de marketing que abre seu leque para diferentes setores. Com o aumento do valor de ingresso nas numeradas no Pacaembu, por exemplo, um jogo de casa cheia no Paulistão deve render R$ 120 mil. O valor da cota de participação pago pela Federação Paulista de Futebol ainda pode aumentar, assim como o patrocínio de camisa. Se a Medial Saúde pagou cerca de R$ 16 milhões por 2008, a expectativa é que a renda de 2009 seja até R$ 10 milhões mais alta. Não há como não vincular a imagem do Fenômeno a esses crescimentos.

Fora de campo, a vinda de Ronaldo ao Corinthians já é um sucesso e será paga com sobras. O Fenômeno e seu staff têm essa noção e por isso recusaram o Manchester City e o Paris Saint Germain, entre outros. Pode se criticar o fato de entregar ao Fenômeno 80% das publicidades de manga e shorts do uniforme, mas a exposição que ele tem propiciado ao clube não tem preço.

Cabe ressaltar, ainda, que 2010 será o ano do centenário corintiano e o contrato de Ronaldo tem opção para renovar por outra temporada. Não à toa, muitos dos acordos com jogadores no Corinthians têm sido de pelo menos dois anos, pois já se planeja, dentro do possível, a disputa da Libertadores. Ter o Fenômeno dentro desse projeto renderá frutos ainda mais significativos.

A criatividade para montar os pagamentos a Ronaldo é um exemplo de que os clubes brasileiros podem atrair grandes jogadores, como o Internacional fez para buscar D’Alessandro e Nilmar, por exemplo. E o esforço para ter os melhores no país sempre deve ser louvado. Não há dúvidas de que o Fenômeno está entre esses.

RESUMOS DO CAMPEONATO BRASILEIRO – PARTE 02/03

Botafogo (7º) – 53 pontos

Ney Franco foi o responsável por livrar o Botafogo da decepção das perdas do título estadual e da eliminação na semifinal na Copa do Brasil, sucedendo a rápida e esquecível passagem de Geninho por General Severiano. Com o mineiro reorganizando a equipe, os botafoguenses tiveram uma incrível seqüência de 11 jogos invictos, engatando ainda seis vitórias consecutivas – melhor marca da edição 2008 ao lado do São Paulo. Isso permitiu ao Glorioso adentrar o G-4 por seis rodadas, ainda que não tenha se mantido depois. Assim, o time decaiu na reta final e acabou em sétimo, o que é ainda a melhor colocação desde o título de 1995.

Turno: 8º, com 31 pontos
Returno: 14º, com 22 pontos
Melhor jogador: Túlio
Quem também foi bem: Renato Silva, André Luís, Diguinho e Lúcio Flávio
Quem foi mal: Triguinho, Leandro Guerreiro, Túlio Souza, Gil e Zárate
Mais utilizados: Lúcio Flávio (34j) e Renato Silva e Diguinho (33j)
Revelação: Thiaguinho
Artilheiro: Lúcio Flávio (9 gols)
Líder em assistências: Jorge Henrique (6 passes)

Técnicos: Cuca (1v, 1e, 1d); Luizinho Rangel (1d), Geninho (2v, 1e, 3d) e Ney Franco (12v, 6e e 10d)
Negociado com o exterior: Vanderlei (União Leiria)
Melhor jogo: Botafogo 1 x 0 Palmeiras
Pior jogo: Vitória 5 x 2 Botafogo

Aproveitamento em casa: 54,3 %
Aproveitamento fora: 25,9%
Mais vitórias consecutivas: 6 (Goiás, Atlético-PR, Figueirense, Palmeiras, Sport e Cruzeiro)
Mais derrotas consecutivas: 4
Mais jogos sem vencer: 6
Mais jogos sem perder: 11
Rodadas na liderança: nenhuma
Média de público: 15º (13.268)

Time base (4-3-1-2): Renan; Thiaguinho (Alessandro), Renato Silva, André Luís e Triguinho; Diguinho; Lúcio Flávio e Túlio; Carlos Alberto; Jorge Henrique e Wellington Paulista.

Goiás (8º) – 53 pontos

A salvação na última rodada do Brasileiro-07 e o início ruim, com seis rodadas sem vencer, davam a sensação de que o Goiás brigaria para não cair. Como em outras temporadas recentes, o clube se reorganizou dentro da própria competição, pinçou um ou outro bom reforço, e contou com um ótimo Hélio dos Anjos. Assim, passou a escalar a tabela e chegou a ter a melhor campanha do returno, frustrando planos de Cruzeiro, Flamengo e Grêmio – todos perderam pontos para o Esmeraldino. No fim, os alviverdes voltaram a ser protagonistas em uma última rodada, mas perderam para o São Paulo e terminaram na digna oitava posição.

Turno: 13º, com 23 pontos
Returno: 6º, com 30 pontos
Melhor jogador: Júlio César
Quem também foi bem: Harlei, Ernando, Vítor, Paulo Baier e Iarley
Quem foi mal: Adriano Gabiru, Alex Dias, Schwenck, Rinaldo e Lima
Mais utilizados: Harlei (38j) e Vítor (36j)
Revelação: Ernando
Artilheiros: Paulo Baier (14 gols)
Líder em assistências: Júlio César (11 passes)

Técnicos: Vadão (3e e 3d) e Hélio dos Anjos (14v, 8e e 10d)
Negociados com o exterior: ninguém
Melhor jogo: Goiás 3 x 0 Cruzeiro
Pior jogo: Goiás 0 x 3 Grêmio

Aproveitamento em casa: 64,9 %
Aproveitamento fora: 28%
Mais vitórias consecutivas: 5 (Figueirense, Atlético-PR, Grêmio, Santos e Vitória)
Mais derrotas consecutivas: 2 em três oportunidades
Mais jogos sem vencer: 6
Mais jogos sem perder: 8
Rodadas na liderança: nenhuma
Média de público: 18º (8.558)

Time base (3-4-2-1): Harlei; Rafael Marques, Henrique e Ernando; Vítor, Ramalho, Fahel (Fernando) e Thiago Feltri; Paulo Baier e Júlio César; Iarley.

Coritiba (9º) – 53 pontos

Em seu retorno para a primeira divisão, o Coritiba, pode dizer-se, causou certo impacto. Chegou a pensar seriamente em vaga para a Libertadores e, a partir da eliminação desse objetivo, caiu na tabela. Na campanha, porém, há vários fatos positivos, como a permanência de Dorival Júnior por toda a temporada, a manutenção do mesmo elenco ao longo do ano e, ainda, a maior novidade para o país: ninguém fez mais gols que Keirrison no país em 2008 e o garoto confirmou o que já havia sido na Série B de 2007. O Coxa ainda apresentou outros bons jogadores, mostrando criatividade para montar um elenco forte e sem um orçamento grande.

Turno: 6º, com 32 pontos
Returno: 16º, com 21 pontos
Melhor jogador: Keirrison
Quem também foi bem: Vanderlei, Maurício, Alê, Carlinhos Paraíba e Marlos
Quem foi mal: Evaldo, Veiga, Douglas Silva e Jaílson
Mais utilizados: Ricardinho (37j) e Maurício (34j)
Revelação: Felipe
Artilheiro: Keirrison (21 gols)
Líder em assistências: Marlos (6 passes)

Técnico: só Dorival Júnior
Negociado com o exterior: Michael (JEF United)
Melhor jogo: Coritiba 4 x 2 Internacional
Pior jogo: Flamengo 5 x 0 Coritiba

Aproveitamento em casa: 63,1 %
Aproveitamento fora: 29,8 %
Mais vitórias consecutivas: 3 (Santos, Vasco e Sport)
Mais derrotas consecutivas: 2 em duas oportunidades
Mais jogos sem vencer: 5
Mais jogos sem perder: 5
Rodadas na liderança: nenhuma
Média de público: 6º (19.254)

Time base (3-3-3-1): Vanderlei; Maurício, Nenê (Felipe) e Rodrigo Mancha; Rodrigo Heffner, Alê e Ricardinho; João Henrique, Carlinhos Paraíba e Marlos; Keirrison.

Vitória (10º) – 52 pontos

Quinta melhor campanha no primeiro turno, o Vitória chegou a ter o direito de sonhar com Libertadores, mas contou com problemas físicos de Marquinhos, a saída de Dinei, e a queda de jogadores importantes para despencar no returno. Ainda assim, foi uma temporada bem satisfatória para quem não jogava na elite há quatro anos e voltou sem tantos investimentos, com a receita que normalmente faz sucesso no Barradão: bons nomes pinçados e revelações. Ainda deu para determinar a queda do Vasco em São Januário, bater o Flamengo no Maracanã e, para Vágner Mancini, vingar a saída do Grêmio e entregar o título ao São Paulo.

Turno: 5º, com 32 pontos
Returno: 17º, com 20pontos
Melhor jogador: Marquinhos
Quem também foi bem: Viáfara, Marcelo Cordeiro, Renan, Willians e Dinei
Quem foi mal: Thiago Gomes, Muriqui, Osmar e Tripodi
Mais utilizados: Viáfara, Willians e Marcelo Cordeiro (33j) e Vanderson e Renan (31j)
Revelação: Marquinhos
Artilheiro: Dinei (8 gols)
Líder em assistências: Marquinhos (7 passes)

Técnico: só Vágner Mancini
Negociado com o exterior: Dinei (Celta de Vigo)
Melhor jogo: Vitória 5 x 0 Vasco
Pior jogo: Ipatinga 2 x 0 Vitória

Aproveitamento em casa: 66,6 %
Aproveitamento fora: 24,5 %
Mais vitórias consecutivas: 4 (Internacional, Goiás, Portuguesa e Botafogo)
Mais derrotas consecutivas: 3
Mais jogos sem vencer: 6
Mais jogos sem perder: 6
Rodadas na liderança: nenhuma
Média de público: 12º (15.745)

Time base (4-2-3-1): Viáfara; Marco Aurélio, Leonardo Silva, Anderson Martins e Marcelo Cordeiro; Renan e Vanderson; Willians, Ramon e Marquinhos; Dinei (Robert) (Adriano).

Sport (11º) – 52 pontos

Dizer que o Sport se acomodou com o título da Copa do Brasil é um pouco simplista. Embora a 11ª posição seja mais ou menos condizente com o nível da equipe de Nelsinho Baptista, o Leão da Ilha chegou a sonhar com o título nacional, motivado por um bicho milionário prometido pela direção. Quando percebeu que isso era impossível, o elenco rubro-negro tirou o pé, mas mostrou uma consistência defensiva e uma fibra dentro de campo que costuma fazer sucesso na Libertadores. Será preciso mais, mas o Sport fez um bom papel para quem não tinha, de fato, mais nada a aspirar em 2008.

Turno: 9º, com 27 pontos
Returno: 11º, com 25 pontos
Melhor jogador: Magrão
Quem também foi bem: Durval, César, Dutra, Júnior Maranhão e Roger
Quem foi mal: Gabriel Santos, Fábio Gomes, Bia, Kássio, Francisco Alex e Enílton
Mais utilizados: Magrão (36j) e Durval, Igor e Carlinhos Bala (32j)
Revelação: Ciro
Artilheiro: Roger (11 gols)
Líder em assistências: Carlinhos Bala (4 passes)

Técnico: só Nelsinho Baptista
Negociado com o exterior: Daniel Paulista (Steaua Bucareste)
Melhor jogo: Palmeiras 0 x 3 Sport
Pior jogo: Vasco 4 x 0 Sport

Aproveitamento em casa: 63,1 %
Aproveitamento fora: 22,8
Mais vitórias consecutivas: 3 em duas oportunidades
Mais derrotas consecutivas: 3
Mais jogos sem vencer: 8
Mais jogos sem perder: 6
Rodadas na liderança: nenhuma
Média de público: 4º (21.776)
Time base (3-4-1-2): Magrão; Igor, César e Durval; Sidny, Júnior Maranhão, Sandro Goiano (Andrade) e Dutra; Luciano Henrique (Fumagalli); Carlinhos Bala e Roger.

Atlético-MG (12º) – 48 pontos

Com tantos problemas políticos e a infeliz escolha por Geninho no início da temporada, até que o ano atleticano acabou bem, mas longe do que sua torcida podia esperar no aniversário de 100 anos. O torcedor, porém, deve agradecer à recuperação motivada pela garotada escalada por Marcelo Oliveira e comandada por Renan Oliveira, o melhor jogador que surge na Cidade do Galo há anos. A campanha acabou como digna e o clube não chegou a entrar na zona do rebaixamento, mas ficou a sensação de que o Galo passou uma temporada toda estacionado. Justamente quando não podia, no ano do centenário.

Turno: 12º, com 24 pontos
Returno: 12º, com 24 pontos
Melhor jogador: Leandro Almeida
Quem também foi bem: Márcio Araújo, Serginho, Renan Oliveira, Castillo e Petkovic
Quem foi mal: Edson, Amaral, Almir, Yuri, Lenílson e Marinho,
Mais utilizados: Márcio Araújo (35j) e Leandro Almeida (30j)
Revelação: Renan Oliveira
Artilheiro: Leandro Almeida (7 gols)
Líder em assistências: Petkovic (9 passes)

Técnicos: Geninho (1e), Gallo (4v, 4e e 6d) e Marcelo Oliveira (8v, 7e e 8d)
Negociados com o exterior: Amaral (Las Palmas), Almir (Ulsan Hyundai), Coelho (Bologna), Danilinho (Jaguares) e Renan (Celta de Vigo)
Melhor jogo: Flamengo 0 x 3 Atlético-MG
Pior jogo: Vasco 6 x 1 Atlético-MG

Aproveitamento em casa: 61,4 %
Aproveitamento fora: 22,8%
Mais vitórias consecutivas: 3 (Botafogo, Vitória e Vasco)
Mais derrotas consecutivas: 2 em duas oportunidades
Mais jogos sem vencer: 6
Mais jogos sem perder: 4
Rodadas na liderança: nenhuma
Média de público: 8º (18.638)

Time base (4-3-1-2): Edson; César Prates (Sheslon) (Mariano), Leandro Almeida, Vinícius (Marcos) e Renan (César Prates); Serginho; Márcio Araújo e Elton (Renan) (Rafael Miranda); Petkovic (Castillo); Marques e Renan Oliveira.

Atlético-PR (13º) – 45 pontos

Nem de longe o Atlético Paranaense do Brasileiro de 2008 lembrou o que encantou no início do ano. Fruto de uma dificuldade enorme em encontrar um rumo a partir da demissão de Ney Franco, na segunda rodada. Roberto Fernandes e Mário Sérgio não vingaram, e coube a Geninho a árdua missão de reerguer o Furacão. E o técnico campeão em 2001 conseguiu montar uma defesa segura e trazer, principalmente, uma mentalidade vitoriosa que vinha faltando em seus últimos trabalhos. Com cinco treinadores diferentes, se manter na elite – graças aos gols de Alan Bahia e Rafael Moura – foi um fim de ano aceitável na Baixada.

Turno: 16º, com 20 pontos
Returno: 10º, com 25 pontos
Melhor jogador: Alan Bahia
Quem também foi bem: Galatto, Rhodolfo, Antônio Carlos, Netinho e Rafael Moura
Quem foi mal: Danilo, Gustavo, Márcio Azevedo, Kelly, Pedro Oldoni e Joãozinho
Mais utilizados: Alan Bahia e Antônio Carlos (33j) e Galatto (31j)
Revelação: Renan
Artilheiro: Alan Bahia (10 gols)
Líder em assistências: Netinho (8 passes)

Técnicos: Ney Franco (1v e 1e), Roberto Fernandes (3v, 4e e 8d), Cleocir Santos (1v e 1d), Mário Sérgio (1v e 4d) e Geninho (6v, 4e e 4d)
Negociados com o exterior: Kaio (Cerezo Osaka) e Bolívia (Naval)
Melhor jogo: Atlético-PR 5 x 3 Flamengo
Pior jogo: Atlético-PR 0 x 3 Botafogo

Aproveitamento em casa: 63,1 %
Aproveitamento fora: 15,7 %
Mais vitórias consecutivas: 3 (Sport, Figueirense e Vitória)
Mais derrotas consecutivas: 4
Mais jogos sem vencer: 5
Mais jogos sem perder: 5
Rodadas na liderança: nenhuma
Média de público: 10º (17.027)

Time base (3-4-1-2): Galatto; Rhodolfo, Antônio Carlos e Danilo (Chico); Zé Antônio (Alberto) (Nei), Valencia, Alan Bahia e Netinho (Márcio Azevedo); Ferreira; Rafael Moura e Júlio César (Anderson Aquino) (Pedro Oldoni) (Julio dos Santos).

PARA LER OS RESUMOS DO PRIMEIRO TURNO

Grêmio, Cruzeiro, Palmeiras, São Paulo e Vitória
http://dassler.blogspot.com/2008/08/anlise-do-primeiro-turno-grmio-cruzeiro.html
Coritiba, Flamengo, Botafogo, Sport e Internacional
http://dassler.blogspot.com/2008/08/anlise-do-primeiro-turno-coritiba.html
Figueirense, Atlético-MG, Goiás, Portuguesa e Náutico
http://dassler.blogot.com/2008/08/anlise-do-primeiro-turno-figueirense.htmlsp
Atlético-PR, Vasco, Santos, Fluminense e Ipatinga
http://dassler.blogspot.com/2008/08/anlise-do-primeiro-turno-atltico-pr.html

 

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