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O gol olímpico do Luverdense é forte candidato a mais bonito do ano no Brasil

Marcar um gol olímpico genuíno é uma arte. Porque muitos dos gols que saem direto de uma cobrança de escanteio contam com a colaboração do goleiro adversário ou do zagueiro que protege a primeira trave. Mas, na noite desta quarta, não dá para culpar Jean pela obra-prima que o Luverdense aprontou na Fonte Nova. O Bahia saiu com a classificação na Copa do Brasil, graças à vitória por 3 a 1. O gol de honra dos visitantes, ao menos, dará a chance de Paulinho concorrer ao prêmio de gol do ano no futebol brasileiro em 2015.

O que mais impressiona é a curva que a bola faz. O chute venenoso sai cheio de efeito e completando uma parábola perfeita. Passa muito acima do goleiro Douglas Pires e morre no alto da rede, rente à trave. Por mais que alguns tricolores reclamem, não dá para culpar o goleiro nessa. É o chamado golaço.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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