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O futebol feminino já foi proibido até pela lei brasileira, mas segue na luta pela emancipação

Texto publicado originalmente em 8 de março de 2016

“Eu fundei o British Ladies Football Club com o intuito de provar ao mundo que as mulheres não são as criaturas ‘ornamentais e inúteis’ que os homens têm pintado. Devo confessar que, sobre todos os assuntos em que os sexos estão tão divididos, minhas convicções são pela emancipação. Espero pelo momento em que as mulheres se sentarão no Parlamento e terão voz nas negociações, especialmente nas principais”.

Em 1894, as mulheres criaram o seu primeiro clube de futebol. E as palavras de Nettie Honeyball, a ativista feminista responsável pela formação do British Ladies Football Club (e pseudônimo de Mary Hutson, capitã e secretária do time), seguem atuais 120 anos depois. O futebol feminino também representa uma busca por igualdades. Afinal, o simples direito de praticar a modalidade foi negado por décadas às mulheres. Inclusive no Brasil, onde o futebol feminino só deixou de ser proibido por lei em 1979. O que deveria ser uma liberdade simples sofria com o preconceito assinado pelo próprio poder público.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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