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O estranho caso de Mano e o passeio do Cruzeiro

Quem vai parar o Cruzeiro? O segundo colocado do Campeonato Brasileiro não conseguiu. Em casa, o clube mineiro não tomou conhecimento do Botafogo, fez 3 a 0 e abriu sete pontos na liderança, após 22 rodadas disputadas. É o melhor ataque e a defesa menos vazada. Se o troféu do torneio está se encaminhando para a Toca da Raposa, o de história mais estranha da semana já chegou à Gávea.

Alguém entendeu o pedido de demissão de Mano Menezes? Tudo bem que abrir 2 a 0 em casa e sofrer a virada é chato, passa aquela sensação de oportunidade desperdiçada e evidencia alguma indolência do elenco do Flamengo. O Atlético Paranaense, porém, é um dos melhores times do Brasileirão e o discurso do treinador antes do jogo era de confiança no trabalho.

Confiança que saiu do Parque São Jorge, pegou a marginal e chegou ao Morumbi. São cinco jogos sem vitória para o Corinthians, mas o São Paulo ganhou os últimos três e nem parece que estava em crise há algumas semanas. A diferença entre os dois clubes paulistas é de apenas três pontos. Então, vamos aos destaques?

Assim, tão de repente?

Sete minutos de jogo no Maracanã e o Flamengo vencia por 2 a 0. Aos 31 do segundo tempo, o Atlético Paranaense fez 3 a 2, marcou mais um, aos 35, e motivou Mano Menezes a pedir demissão pela primeira vez na carreira. Ninguém entendeu. Nem os jogadores, que tentaram convencê-lo a ficar. Nem a diretoria, que não foi consultada. Mano justificou não ter conseguido “passar o que pensa sobre futebol”. Também não conseguiu explicar por que saiu do clube carioca assim, tão de repente.

Colabora, Seedorf!

Apenas três times conseguiram bater o Cruzeiro neste Brasileiro. A missão difícil torna-se quase impossível se você desperdiça uma chance como o pênalti muito mal batido de Clarence Seedorf, quando o Botafogo perdia por apenas 1 a 0. O time de Nilton, o volante dos gols bonitos, ganhou os últimos sete jogos e está a uma vitória da maior sequência dos pontos corridos.

E agora, Tite?

Se houve um destaque corintiano na derrota para a Ponte Preta foi Cássio. Com boas defesas no primeiro tempo, o goleiro adiou o vexame do time que brigava pelo título há algumas rodadas para o fim do jogo. A equipe de campinas, que não ganhava há oito jogos, aumentou a sequência de tropeços do Corinthians para cinco partidas. Tite repetiu o quarteto ofensivo, com Douglas, Romarinho, Alexandre Pato e Paolo Guerrero, mas não funcionou. Eles ameaçaram Roberto Tigrão apenas quatro vezes. O que fazer? Tite tem dois dias para descobrir, e o próximo adversário é o líder Cruzeiro.

1100, 200, 17, 72

Há alguns números interessantes na vitória do São Paulo por 1 a 0 sobre o Atlético Mineiro. Rogério Ceni chegou a 1100 partidas com a camisa tricolor e está a 17 de superar Pelé e ser o jogador que mais vezes defendeu um clube no Brasil. Muricy Ramalho ganhou a terceira desde o seu retorno e alcançou 200 vitórias pelo time do Morumbi. Denilson cresceu muito de rendimento com o novo treinador. Tentou 72 passes, mais que qualquer companheiro, e acertou 90%. Ainda desarmou quatro vezes, outra novidade de uma equipe que tinha volantes que não roubavam bolas.

Rogério Ceni está a 17 jogos de ser o brasileiro que mais defendeu um clube
Rogério Ceni está a 17 jogos de ser o brasileiro que mais defendeu um clube
O segredo é atacar pelos flancos

O Fluminense chegou à segunda vitória seguida atacando pelos flancos. Carlinhos cruzou da esquerda para Bruno Vieira empatar o jogo contra o Criciúma. O lateral direito também marcou o segundo e levou o clube das Laranjeiras a cinco partidas sem derrota. O projeto de Vanderlei Luxemburgo está evoluindo. Na décima posição, já existem cinco pontos de diferença para a zona de rebaixamento.

O jogo da lei do ex

Sempre que um jogador enfrenta o seu ex-clube ele marca, certo? Não, mas quase, e Grêmio e Santos foi uma ode à lei do ex. Elano, jogador histórico do Peixe, abriu o placar para os gaúchos. E Willian José, renegado no tricolor do Rio Grande do Sul, empatou. No fim, um 1 a 1 que não ajudou ninguém.

Pior que o América de Natal

Em 2007, o América de Natal tinha 10 pontos após 21 jogos. O Náutico está com nove. O último desastre foi perder da Portuguesa por 3 a 0. Diferente dos pernambucanos, que trocaram o Estádio dos Aflitos pela Arena Pernambuco. O clube paulista está conseguindo fazer valer o mando de campo e já saiu da zona de rebaixamento. São seis vitórias, três empates e apenas duas derrotas no Canindé.

Que zica

O Internacional conseguiu acertar cinco vezes a trave do Bahia. Com uma sorte dessas, não dava mesmo para vencer na Arena Fonte Nova, ainda mais sem Andrés D’Alessandro. Este ano, o clube jogou sete vezes sem o seu principal jogador, empatou quatro e perdeu três. O Bahia encerrou uma sequência de cinco jogos sem vitória e abriu quatro pontos para a zona de rebaixamento.

Caldeirão furado

Mais uma vez, o Coritiba teve problemas em casa. Empatou com o Goiás, na 22ª rodada e com Internacional, Bahia e Portuguesa. Perdeu do Vasco e, nos últimos seis jogos, ganhou apenas do São Paulo. A equipe que brigava por vaga na próxima Libertadores já está a oito pontos do quarto colocado e a 19 do título. Desse jeito, vai virar figurante no Campeonato Brasileiro.

Nem André salva

André só não faz mais gol quando Vasco não faz gols. Nas últimas cinco partidas do Campeonato Brasileiro que o clube carioca marcou, o ex-jogador do Santos foi às redes. Já tem nove no torneio. Tudo muito bacana, mas o Vasco perdeu em casa do Vitória e está na zona de rebaixamento. Vai precisar mais do que um André.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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