BrasilCampeonato Brasileiro

O Brasileirão tem o início mais equilibrado da era dos 3 pontos

O Campeonato Brasileiro sempre é apontado como um torneio equilibrado. Entretanto, desde que a vitória passou a garantir três pontos, em 1995, nunca a competição teve uma competitividade tão grande. Após quatro rodadas, nenhuma equipe conseguiu disparar na tabela. O Coritiba é o líder isolado, mas é acompanhado de perto por Cruzeiro, São Paulo, Vitória, Grêmio, Botafogo e Bahia, todos com um ponto a menos.

Desde 1995, nunca o primeiro colocado teve uma pontuação igual ou inferior à do Coritiba nesta temporada. Grêmio e Fluminense, com um jogo a menos que os outros rivais, podem superar os oito pontos dos alviverdes com quatro jogos. De qualquer forma, se somente os cariocas vencerem a partida atrasada, ainda assim este será o Brasileirão com o líder de pior aproveitamento.

Em nove das 19 edições do campeonato analisadas, o primeiro colocado ao fim da quarta rodada tinha 100% de aproveitamento. Nas outras nove, o time que aparecia na ponta da tabela tinha 10 pontos. Além disso, em todas as edições anteriores, havia pelo menos dois clubes que ultrapassaram a marca dos oito pontos.

Obviamente, liderar as primeiras rodadas não é sinal de sucesso ao fim da campanha. Quando o campeonato ainda contava com mata-matas, somente o Corinthians (1998 e 1999) e o Atlético Paranaense (2001) se mantiveram na dianteira até o final. Já na era dos pontos corridos, o Cruzeiro (2003) foi o único capaz de apresentar tamanha regularidade até o final.

Os times do Brasileirão com oito pontos ou mais após quatro rodadas:

1995 – Fluminense: 12 pontos; Paraná e Internacional: 10 pontos; Vitória: 8 pontos
1996 – São Paulo: 10 pontos; Grêmio: 9 pontos; Palmeiras e Internacional: 8 pontos
1997 – Paraná: 12 pontos; Internacional: 10 pontos
1998 – Corinthians: 12 pontos; Santos: 10 pontos; Sport: 9 pontos; Portuguesa: 8 pontos
1999 – Corinthians: 12 pontos; Cruzeiro e Coritiba: 8 pontos
2000 – Goiás: 12 pontos; Botafogo: 8 pontos
2001 – Atlético-MG, Atlético-PR e Palmeiras: 10 pontos; Paraná: 9 pontos; Goiás: 8 pontos
2002 – Juventude: 10 pontos; São Paulo e Coritiba: 9 pontos
2003 – Cruzeiro e Atlético-MG: 10 pontos; Inter e São Caetano: 9 pontos; Flamengo: 8 pontos
2004 – Ponte Preta e São Paulo: 10 pontos; Figueirense: 9 pontos; Cruzeiro e Criciúma: 8 pontos
2005 – Fluminense: 12 pontos; Santos e Botafogo: 9 pontos; Juventude: 8 pontos
2006 – Santos, Fluminense e Inter: 10 pontos; São Paulo e Cruzeiro: 9 pontos; Vasco: 8 pontos
2007 – Botafogo: 10 pontos; Paraná: 9 pontos; Corinthians e Vasco: 8 pontos
2008 – Cruzeiro e Flamengo: 10 pontos; Náutico: 9 pontos
2009 – Internacional: 12 pontos; Vitória, Santos, Náutico e Atlético-MG: 8 pontos
2010 – Corinthians: 10 pontos; Santos, Cruzeiro e Ceará: 8 pontos
2011 – São Paulo: 12 pontos; Corinthians: 10 pontos; Palmeiras: 8 pontos
2012 – Vasco: 12 pontos; Atlético-MG: 10 pontos; Grêmio: 9 pontos; Inter e Cruzeiro: 8 pontos
2013 – Coritiba: 8 pontos

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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