Brasil

Nos 50 anos sem Friedenreich, como os jornais da época se despediram da lenda

Arthur Friedenreich elevou o patamar do jogador de futebol no Brasil. Ainda em tempos amadores, “El Tigre” se transformou no primeiro herói nacional e no primeiro futebolista brasileiro reconhecido no exterior. A conquista do Campeonato Sul-Americano de 1919 contribuiu bastante para a sua fama, mas sua carreira foi além, pelas centenas de gols empilhados e pelo protagonismo também em clubes – com menção especial ao Paulistano, com o qual conquistou seis títulos estaduais e brilhou em outros tantos momentos, sobretudo na bem sucedida turnê europeia de 1925, a primeira de um clube do país.

Friedenreich permaneceu venerado por décadas. Seu talento inspirou música de Pixinguinha, poema de Mário de Andrade, outros tantos craques que surgiram nos gramados nacionais. No entanto, baluarte do amadorismo e até mesmo opositor do profissionalismo, o artilheiro não fez fortuna com a bola. Seguiu com uma vida modesta e dependente de um emprego na Companhia Antárctica Paulista, na qual atuava como uma espécie de representante até seu falecimento. Em 6 de setembro de 1969, o país prestava suas homenagens ao Tigre, falecido aos 77 anos.

Para relembrar a data, resgatamos um pouco da memória da imprensa. Trazemos recortes de cinco jornais diferentes, com os obituários de Friedenreich em: Jornal do Brasil, O Globo, Folha de S. Paulo, o Estado de S. Paulo e Jornal dos Sports. Destaque também à crônica escrita por João Máximo no Jornal do Brasil. Vale atentar, contudo, que alguns deles acabam reafirmando “lendas biográficas” sobre o atacante – como números exagerados e romantizações sobre sua origem. Além disso, como “bônus”, reproduzimos ao final as páginas do Globo Sportivo de 1939, com uma longa reportagem ilustrada reconstruindo a carreira de Fried. Para visualizar as imagens em tamanho maior, basta clicar com o botão direito do cursor e selecionar ‘abrir imagem em nova guia’.

Especial do Globo Sportivo em 1939:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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