Brasil

Neymar decide. E a escolha de Sofia do São Paulo

Não foi o Neymar dos últimos jogos. Alto totalmente explicável pelo nível do adversário. Mas, foram dois passes para gol, um gol, um pênalti sofrido e dois cartões amarelos conseguidos contra o São Paulo. 

O craque definiu o jogo. Ficou mais fácil, é lógico, com o gol mal anulado de Luís Fabiano. E, com o erro do centroavante, ainda quando estava 0 a 0.

Foi um bom clássico. Um jogo que tinha  um time que já tem seu esquema definido, o Santos, com seu 4-2-2-Neymar-1, com o craque livre, sem pensar em direita e esquerda, o que lhe dá a oportunidade de um pique de mais de 60 metros, em diagonal, desde o seu campo de defesa. E que esteve melhor ainda porque Muricy optou por Miralles, mais forte e menos móvel do que André, que há muito não joga bola.

Do outro lado, o São Paulo que vive um dilema digno do bardo inglês: ser ou não ser? Ser o mesmo time do ano passado, com Luís Fabiano no centro do ataque e dois jogadores rápidos pelo lado? Ou buscar um lugar para Ganso, o maior investimento do clube?

Como não há mais Lucas, o ideal seria abandonar o esquema do ano passado, centralizar Ganso e fazer com que Jadson seja um pouco mais incisivo, um tipo de “oito e meio” como Muricy gosta de falar.

Para que dê certo, Ganso precisa colaborar. Não pode se ausentar do jogo, como fez em todo o segundo tempo – ate sair – do clássico. Um jogador de alto nível precisa solucionar jogos difíceis. Precisa se reinventar durante a partida. Não é iso que ele tem feito.

Para tornar mais complicada a situação de Ganso, o argentino Cañete tem se mostrado uma boa opção pelo lado direito

O Santos, que não tem nada a ver com o gol perdido de Luís Fabiano, com o gol mal anulado de Luís Fabiano e com o carrinho fora de hora e de lugar de Paulo Miranda, teve calma para vencer.

Interessante notar que nos momentos em que Neymar brilhou, houve ajuda do São Paulo. Os dois beques se atrapalharam quando deu o passe para o primeiro gol, Paulo Miranda, uma vez mais, foi precipitado, e Denílson lhe deu muito espaço para o cruzamento que resultou no terceiro gol.

CORINTHIANS – Amigos que viram o jogo do Corinthians contam que o domínio foi total. O adversário não conseguiu jogar e os gols foram saindo. Um domínio total de um time que sabe o que quer.  E quer muito. O jogo teve ainda um gol de Pato em sua estreia, o que não é novidae, e dois cruzamentos certeiros de Alesssandro, o que, deve ser saudado e aplaudido como uma saborosa novidade

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