BrasilBrasileirão Série A

Mesmo vendo, não deu para acreditar que o Vasco perdeu com um gol no último lance

“Não é possível.” Foi essa a reação de qualquer um que acompanhou o jogo do Vasco neste sábado contra o Figueirense, torcedor vascaíno ou não. Depois de pressionar e ser pressionado, o Gigante da Colina foi para o abafa nos acréscimos e chegava perto de conseguir o gol da vitória. Muralha, do Figueira, fazia jus ao apelido e com grandes defesas negava ao Vasco a vitória de que os cariocas tanto precisavam. Tudo isso em vão, com um contra-ataque dos catarinenses no último lance da partida terminando em gol de Marcão: 1 a 0 para o Figueirense.

VEJA TAMBÉM: Malcom, Gabriel Barbosa e o amadurecimento que ajuda a firmar boas promessas no Brasileirão

O abatimento de Andrezinho na entrevista pós-jogo era a expressão fiel da reação dos vascaínos ao revés. O meio-campista ouviu a pergunta do repórter e levou alguns segundos para responder. Talvez tentando digerir o que acabara de acontecer. Deve ser complicado para um atleta experiente passar pela experiência pela qual está passando no Vasco. O jogador deve reconhecer aquilo de outros momentos, tendo acontecido diretamente com ele ou não: é o rebaixamento quase como certeza.

O Vasco somou apenas 13 pontos de 63 disputados. Fez apenas oito gols, menos do que o artilheiro da competição, Ricardo Oliveira, que balançou as redes 11 vezes. Como se todas essas estatísticas não fossem suficientes para a previsão do terceiro rebaixamento da equipe no Brasileirão, roteiros como o deste sábado seguem acontecendo. Nem mesmo a classificação na Copa do Brasil sobre o Flamengo no meio da semana serviu como motivação, como momento de guinada nos ânimos.

Para escapar de mais um descenso, apenas um aproveitamento impressionante, de campeão, tira o Vasco do buraco em que se colocou a cada semana. Com um jogo a mais, o time se encontra a nove pontos do primeiro time fora da zona de rebaixamento, o Goiás, que tem 22 pontos.

Isoladamente, os números não parecem tão irreversíveis, mas aí entram na conta o momento vivido pelo time, o futebol que não surge, o azar crônico e, claro, a falta de competência, como nos quatro confrontos contra adversários diretos que a equipe teve nas últimas rodadas, em que conquistou apenas um ponto de 12 possíveis. O tamanho do milagre nas 17 partidas restantes precisará ser tão grande quanto o da decepção que tem sido a equipe neste Brasileirão.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo