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Na qualidade de seu quarteto de ataque, o Cruzeiro respira e pega embalo no Brasileiro

Pela capacidade de seu elenco, o Cruzeiro vinha fazendo hora extra na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. A Raposa passou 12 rodadas no Z-4, seis delas consecutivas, entre o final do primeiro turno e o começo do segundo. Nas últimas semanas, porém, a equipe começa a engrenar. E pode agradecer ao seu ataque, reforçado durante o caminho e que vem rendendo conforme o esperado. Já são cinco partidas de invencibilidade, com 11 pontos conquistados nos últimos 15 disputados. Neste domingo, diante de quase 50 mil torcedores no Mineirão, o Cruzeiro derrotou o Santa Cruz por 2 a 0. O confronto contou com sua dose de sofrimentos, mas, no fim, os homens de frente resolveram.

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Mesmo com uma campanha fraca, o Cruzeiro conta com o quarto melhor ataque do Brasileirão, autor de 30 gols – 11 deles feitos nas últimas cinco rodadas. Prova do entrosamento do quarteto ofensivo composto por Rafael Sóbis, Arrascaeta, Robinho e Ramón Ábila. Os três últimos, inclusive, tiveram participação direta na vitória sobre o Santa Cruz. Robinho anotou um golaço em chute de fora da área, enquanto Arrascaeta fez boa jogada para Ábila balançar as redes. O argentino, aliás, tem responsabilidade direta pelo bom momento: são cinco gols marcados nas últimas cinco partidas pela Série A, além das boas atuações.

Do outro lado, a nota positiva fica para o goleiro Rafael. Autor de defesas fundamentais, o camisa 12 liderou a zaga, que não terminava um jogo do Brasileiro sem sofrer gols há 11 rodadas. O Santa Cruz, de qualquer maneira, não teve a eficiência necessária nas finalizações. Léo Moura chegou a carimbar o travessão durante o primeiro tempo, enquanto Grafite segue sem conseguir converter as suas oportunidades, em seca que dura desde junho. E os pernambucanos permanecem na vice-lanterna.

Garantido fora da zona de rebaixamento por mais uma rodada, o Cruzeiro ainda precisa de mais alguns pontos para conseguir respirar com tranquilidade. A sequência, entretanto, tende a aumentar a confiança: são três confrontos diretos com equipes na mesma situação de risco (América Mineiro, Botafogo e São Paulo), até o clássico diante do Atlético Mineiro. Levando em conta a qualidade na linha de frente, dá para se distanciar de vez do Z-4. Pelo que vem mostrando, a Raposa pode ao menos acreditar em um segundo turno mais tranquilo na parte de cima da tabela.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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