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Na ausência de Jefferson, Botafogo encontrou em Renan um novo herói no gol

Quando o árbitro Leonardo Garcia apitou o fim do tempo regulamentar e o placar apontava 2 a 1 para o Botafogo contra o Fluminense, a torcida alvinegra viu sua lamentação pela ausência de Jefferson aumentar. Machucado no início deste mês e recém-operado, o ídolo botafoguense poderia ser muito útil na cobrança de pênaltis que viria pela frente, já que o jogo de ida havia tido o mesmo placar. Foi então que Renan entrou em cena para fazer aquilo que talvez os torcedores esperavam apenas de Jefferson: ser herói em uma classificação para a final do Campeonato Carioca.

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Das cinco primeiras cobranças do Fluminense, Renan, de 25 anos, pegou duas: de Kenedy e Gerson. Seu protagonismo já se desenhava ali, mas Marcelo Mattos e Giaretta também desperdiçaram seus pênaltis. A decisão foi para as cobranças alternadas, e o jogo, que já havia sido exaustivo, parecia não acabar. Um simples erro de alguns dos lados seria suficiente para dar fim ao duelo e definir o primeiro finalista do estadual, mas quiseram os deuses da bola que a disputa chegasse até os goleiros, tornando ainda mais especial a atuação de Renan.

Cavalieri foi para a bola e, tão acostumado com os tiros de meta, reproduziu um. Isolou a bola por cima do gol de Renan, que teria agora a chance em seus pés de ratificar o que fizera com as mãos e levar o Botafogo à decisão. “Sinceramente, eu não esperava. Deus é perfeito. Desde que voltei a jogar pelo Botafogo, ele tem me abençoado. Tudo que aconteceu neste jogo foi maravilhoso. Consegui fazer o que sei de melhor e ainda fiz o gol que selou a classificação”, comentou o herói da noite de sábado, enquanto deixava o gramado do Estádio Nilton Santos.

Depois do rebaixamento para a Série B do Brasileiro, começar o ano bem no estadual era vital para o Botafogo. Por pouco, a boa campanha na Taça Guanabara não foi por água abaixo. Na cabeça de uma torcida que, justificadamente, cobra dias melhores, o fracasso em chegar à final não seria tão bem recebido. É por tudo isso, e também por substituir o grande símbolo desta equipe, que ninguém foi maior que Renan no duelo deste sábado. E não tem jeito melhor de um goleiro chegar com confiança para uma final do que sendo o grande responsável por levar seu time para lá em primeiro lugar.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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