MG versus RS: A Copa do Brasil de clássicos latentes e que promete confrontos históricos

Duas cidades que respiram futebol. Duas rivalidades imensas. Dois clássicos que se travam não apenas quando os times se enfrentam. Belo Horizonte e Porto Alegre vivem histórias cruzadas na Copa do Brasil. Os dois arquirrivais de cada capital se dividem nas semifinais da competição. E em enredos parecidos. Enquanto um dos lados aparece nas cabeças do Brasileirão e sonha com a Copa do Brasil para coroar o ano, o outro teme o rebaixamento inédito e mobiliza a sua torcida também no torneio eliminatório, em busca de uma taça que seria bônus. Atlético Mineiro x Internacional e Cruzeiro x Grêmio. Dois confrontos que se prometem memoráveis, especialmente por aquilo que ainda pode vir na continuação da história.
Não importa o lado. Atleticanos ou cruzeirenses, colorados ou gremistas: todos se acostumaram a, além de torcer para a própria equipe, também secar o rival. Desta vez, porém, será um pouquinho diferente. Os torcedores esperarão, é claro, o sucesso de seu time. Mas, nem que seja só por dentro, há o desejo de que o vizinho avance na outra chave. Não por uma traição aos próprios princípios. E sim pelo desejo sádico de, com as próprias mãos, ser responsável pela ruína do outro lado.
Já pensou o ‘novo GreNal do Século’ em uma decisão da Copa do Brasil? E uma revanche do clássico mineiro, assim como aconteceu em 2014? O momento memorável de chegar ao topo e frustrar os rivais. Atleticanos e cruzeirenses sabem bem o que significou a final de dois anos atrás. Que o momento de ambos seja diferente em relação àquele, é justamente a oportunidade de subir um degrau espezinhando o outro. Enquanto isso, colorados e gremistas ganhariam um motivo para as provocações se tornarem mais viscerais, seja pelo ano difícil vivido no Beira-Rio, seja pela seca de títulos que perdura há tanto tempo no Olímpico / na Arena.
Obviamente, nem tudo pode sair nos conformes. Cruzeiro e Internacional querem a taça, claro. Mas sabem que o momento no Brasileiro não é favorável a descuidos, restando apenas sete rodadas. O momento, neste sentido, é mais favorável às pretensões de Atlético e Grêmio. Ainda que a diferença entre os elencos de celestes e tricolores seja menor do que a tabela da Série A sugira, da mesma forma que os jogos entre colorados e alvinegros também tendem a ser mais parelhos, até por aquilo que foi apresentado nesta quarta. Afinal, é preciso pensar na semifinal antes de delirar com o porvir da decisão.
Cruzeiro e Grêmio fazem duelo de oito taças, quatro para cada lado. Os dois maiores campeões da Copa do Brasil, no entanto, andam devendo nos últimos tempos, com os títulos mais recentes no início dos anos 2000. Em 1993, inclusive, o confronto valeu o primeiro título à Raposa, graças à vitória por 2 a 1 no Mineirão. Já Galo e Inter possuem trajetórias menos vitoriosas na Copa do Brasil, com um troféu colorado e um alvinegro. Ambos já se cruzaram em 2002, com classificação do Galo às quartas de final.
O Rio Grande do Sul x Minas Gerais particular desta Copa do Brasil ainda significa a primeira edição do torneio desde 1991 a não contar com paulistas ou cariocas nas semifinais. E isso porque, naquela época, cada estado não tinha mais do que dois representantes na competição. Detalhes de confrontos que se prometem históricos. E que certamente pararão os dois estados, ao menos nas duas próximas semanas.
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