Brasil

Messi e o cachorro que mordeu o homem

Está lá no manual não escrito para jornalistas: se um cachorro morder um homem não é notícia. Se um homem morder um cachorro, é notícia, pode publicar.

Então, como analisar a eleição de Messi pela quarta vez seguida como o melhor do mundo. Algo tão extraordinário. Algo tão banal. Algumas considerações:

1) Ele é daqueles jogadores que marcam uma era. Não é como Kaká, Rivaldo, Ronaldinho ou Ronaldão, grandes jogadores que dominam o cenário por um certo período. Não, Messi está acima. Está ao lado de Pelé, de Maradona e Di Stefano, os jogadores que dominaram o futebol mundial nos últimos 62 anos. É possível dizer que Zidane foi melhor que Di Stefano? Talvez tenha sido, mas não dominou o mundo como o argentino, vencedor de cinco Champions seguidas. Pelé, com três Copas, Maradona com aquela Copa que venceu sozinho, estes sim são companheiros de Messi. Ronaldão, com a Copa de 2002 e seu recorde de gols poderia estar aí, mas aquele sujeito todo flácido e desinteressado da Copa de 2006 atrapalha seu currrículo.

2) Cristiano Ronaldo é o Salieri do terceiro milênio. Revive a sina de Garrincha, que teve o azar de conviver com Pelé

3) A seleção dos melhores do ano tem ONZE jogadores que atuam na Espanha. Cinco do Barça, cinco do Real e Falcao Garcia, do Atlético. É a constatação de uma hegemonia. Pode ser merecido, mas NENHUM zagueiro foi melhor que o Sérgio Ramos em 2012? Nem o Pepe? Thiago Silva?

4) O Brasil só terá um jogador novamente na disputa quando Neymar estiver na Europa. Ou, com a camisa do Santos, ganhar a Copa de 2014.

5) Daniel Alves e Marcelo não fazem parte da galeria dos grandes laterais brasileiros

6) Marta perdeu? E daí? Quem liga para esse estranho esporte chamado futebol feminino…..

Mostrar mais

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo